Com 2ª pior campanha em oito edições, Athletico nunca venceu duas últimas para avançar

Furacão sempre chegou com uma mão na vaga na quinta rodada da 1ª fase

Thiago de Araújo

Com 2ª pior campanha em oito edições, Athletico nunca venceu duas últimas para avançar
Felipão comandou o Furacão em seu primeiro jogo no ano. Foto: Thiago Ribeiro/AGIF/Estadão Conteúdo

Em sete participações anteriores na Copa Libertadores da América, o Athletico nunca chegou à quinta rodada da fase de grupos precisando vencer seus últimos dois jogos para se classificar. Na oitava participação, em 2022, isso será preciso para não depender de outros resultados. A primeira “decisão” acontece nesta quarta-feira (18), às 19h, contra o Libertad, na Arena da Baixada.

Com quatro pontos depois de quatro rodadas, o Furacão é o lanterna do Grupo B, um ponto atrás de Caracas e The Strongest, e a três do líder Libertad. Com duas vitórias no Joaquim Américo (na rodada final, no dia 26, o Rubro-Negro recebe o Caracas), os athleticanos garantem uma das duas vagas para as oitavas de final do torneio.

Segundo levantamento feito pelo Portal da Banda B, a melhor campanha do Athletico nesta etapa da Libertadores foi em 2000, quando o clube estreou na competição e se classificou com 16 pontos, na primeira posição do Grupo 1. No ano seguinte, a pior campanha rubro-negra: dois pontos após quatro rodadas, total de cinco no final, eliminação e goleada de 5 a 0 em Cali, na Colômbia.

Fator Arena

Voltando a 2022, o Furacão já venceu a única partida que fez em casa até o momento (1 a 0 sobre o The Strongest). A equipe já conseguiu ser 100% dentro dos seus domínios, mas nem sempre se classificou. Em 2019, o Rubro-Negro ganhou todas em casa, mas também perdeu as três longe de Curitiba. Ainda assim, avançou com nove pontos, em segundo, atrás do Boca Juniors.

Por outro lado, em 2014 o Athletico chegou na quinta rodada da fase de grupos com nove pontos, próximo da classificação. Contudo, duas derrotas para Vélez Sarsfield (em casa) e para o The Strongest (em La Paz) eliminaram o time na primeira fase.

Assim, somar dez tentos, como a atual equipe do diretor técnico Luiz Felipe Scolari planeja, é o mais garantido para atingir a etapa de mata-mata da Libertadores. Foi essa a pontuação nas classificações em 2005 (ano do vice-campeonato athleticano), em 2017 e 2020. Em todas as ocasiões, foram classificações em segundo lugar. Pelo saldo de gols atual (-5), o Furacão tende a passar, caso vença os seus jogos, na segunda colocação.

Prioridade do ano

Com investimentos superiores a R$ 64 milhões no seu elenco principal, o Athletico se voltou totalmente para a disputa da Libertadores deste ano. A conquista do torneio continental é um sonho antigo do presidente Mário Celso Petraglia, que antes da pandemia da Covid-19 projetava disputar até mesmo o Mundial de Clubes até 2024, ano do centenário rubro-negro.

Sem o título paranaense, tampouco o da Recopa Sul-Americana, o Furacão segue vivo ainda no Brasileirão (que não conquista desde 2001), e na Copa do Brasil (atual vice-campeão). Diante dos investimentos e das fartas premiações que o clube somou nos últimos anos, recheados de títulos, a manutenção das conquistas passa pelos resultados em campo.

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