Como era esperado, o Conselho Deliberativo do Athletico confirmou a mudança do nome da Arena de estádio Joaquim Américo Guimarães para Mário Celso Petraglia. O presidente do Furacão recebeu a homenagem já há algum tempo articulada nos bastidores, e desta vez vencendo a resistência do próprio Petraglia, sempre refratário a situações como esta. Mas pesou o fato de haver um movimento muito forte em nome de que a alteração fosse feita com o cartola ainda no comando do clube.

A aprovação foi feita por unanimidade – o Estatuto Social do Athletico prevê que mudanças no próprio estatuto só podem acontecer com aprovação de dois terços ou mais do Conselho Deliberativo. Durante a reunião desta segunda-feira (26), houve a promessa de que será construído um Memorial do clube, dentro da Arena, e que este ganhará o nome de Joaquim Américo. Fundador do Internacional, foi ele quem conseguiu alugar a área da Baixada, ainda em 1912. Ele dava nome ao estádio desde 1934.

Mudar nomes de estádios não é exatamente uma novidade no futebol brasileiro. Normalmente, a alteração acontece depois da morte do personagem homenageado. Casos do Couto Pereira, do Maracanã (Mário Filho), da Vila Capanema (Durival Britto) e do Engenhão (Nílton Santos), por exemplo. Mas a situação mais semelhante à do Athletico é a do Pacaembu. Em 1961, o estádio foi batizado como Paulo Machado de Carvalho, em homenagem ao Marechal da Vitória, chefe da delegação brasileira na Copa do Mundo de 1958. Doutor Paulo à época tinha 60 anos, e faleceu em 1992.

Petraglia e o Athletico

Empresário, 80 anos, Mário Celso Petraglia vive o Athletico mais de perto há 50 anos. Em 1974, ele foi um dos integrantes da chamada Retaguarda Atleticana, ao lado de outros nomes históricos do clube, como Valmor Zimmermann e Valdo Zanetti. O grupo fez por oito anos uma ‘consultoria’ para os dirigentes rubro-negros, até assumir de fato o poder, em 1982, com a eleição de Onaireves Moura para a presidência. O primeiro cargo de Petraglia no Furacão foi o de diretor financeiro, na primeira gestão de Zimmermann, em 1984.

Como dirigente e conselheiro, Petraglia seguiu no Athletico até 1995, quando assumiu a presidência após a renúncia de Hussein Zraik. De lá para cá, foram 29 anos de poder exercido com mão de ferro – à exceção dos dois anos em que rompeu com o então presidente Marcos Malucelli. Sob a liderança do dirigente, o Furacão rompeu um processo de lento apequenamento e se tornou um dos principais clubes da América do Sul. Oficialmente, ele exerce a presidência pela quinta vez, mas mesmo quando não estava no poder de direito, esteve de fato. Nos últimos cinco anos, vem enfrentando seguidos problemas de saúde.

Mário Celso Petraglia, presidente do Athletico.
Aos 80 anos, Petraglia agora fica eternizado com o nome da Arena da Baixada. Foto: Ernani Ogata/Código19

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Estádio do Athletico passa a se chamar Mário Celso Petraglia

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