Contratado por empréstimo junto ao Talleres em julho de 2025, Gastón Benavídez, 30 anos, rapidamente ampliou seu papel no Athletico. Lateral-direito de origem, ele passou a atuar também como terceiro zagueiro, ocupando o setor direito da defesa e dando sustentação ao bloco rubro-negro.

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O mapa de calor da temporada confirma a mudança, com ações concentradas nos territórios médios e baixos do campo, especialmente na saída de bola.

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Regularizado no BID em 18 de julho, o camisa 29 participou de 18 partidas, sendo 16 como titular, com média de 81 minutos por jogo e 1.453 minutos acumulados. Ele também foi selecionado uma vez para a equipe da semana do Sofascore, site que também originou os números apresentados nessa análise.

A importância de Benavídez no sistema de Odair no Athletico

A presença de Gastón Benavídez ganhou ainda mais peso sob o comando de Odair Hellmann, que vê no argentino uma peça-chave pela capacidade de atuar como lateral e como terceiro zagueiro. Essa versatilidade permite ao Athletico ajustar a estrutura durante o jogo sem precisar recorrer a substituições, garantindo equilíbrio defensivo e estabilidade na saída de bola.

“Eu gosto de iniciar o jogo com uma estrutura que traga equilíbrio defensivo e ofensivo, mas que também me permita variar durante a partida. O Benavídez nos dá essa possibilidade por ser um jogador versátil, que entende as duas funções e mantém o equilíbrio da equipe”, explicou o treinador Odair Hellmann, durante entrevista coletiva após a vitória sobre o Volta Redonda, por 2×0.

Com essa leitura do treinador, o argentino se consolidou como engrenagem tática do Furacão na reta final da Série B, entregando segurança, consistência e flexibilidade ao sistema defensivo.

“Houve um jogo em que, com 10 ou 15 minutos, o contexto já pedia uma variação, e os jogadores que estavam em campo não nos davam essa possibilidade. Com o Benavídez, eu consigo iniciar com uma estrutura e, dentro do próprio jogo, buscar uma mudança sem precisar esperar o intervalo”, concluiu.

Números defensivos: consistência e impacto direto em jogos do Athletico sem sofrer gols

A presença de Benavídez está ligada ao desempenho coletivo do Furacão: o time registrou sete jogos sem sofrer gols com ele em campo.

Individualmente, o argentino apresenta médias de 1,4 desarmes, 2,8 bolas recuperadas, 0,7 interceptações e 1,6 cortes por partida, além de 0,3 chutes bloqueados. Ele não cometeu erros que resultassem em finalização ou gol adversário e sofreu apenas 0,6 dribles por jogo, se tornando um dos homens de referência no terço inicial de campo.

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Nos duelos, o desempenho reforça sua importância: são 2,6 disputas vencidas por partida (57%), com 2,1 duelos ganhos pelo chão (56%) e 0,5 duelos aéreos ganhos (64%). Benavídez comete 0,7 faltas por jogo, sofre 0,6, recebeu dois cartões amarelos e não foi expulso.

Participação ofensiva no Athletico: baixo volume, mas presença pontual na construção

Mesmo atuando de forma mais conservadora, Benavídez entrega participação ofensiva pontual. Ele marcou um gol na Série B, criou mais uma grande chance e perdeu três oportunidades claras, com 11 finalizações dentro da área ao longo da competição.

Na construção ofensiva, o argentino soma 52 ações com a bola por partida, com 82% de acerto nos passes, sendo 91% no próprio campo e 72% no terço final. Ele registra ainda 0,7 passes decisivos, além de manter regularidade em bolas longas e tensas.

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No comportamento com bola, apresenta 10,5 perdas de posse por jogo, compensadas por 75% de acerto nos dribles e disciplina posicional — aparecendo em média apenas 0,1 vez em impedimento. Sem sofrer ou cometer pênaltis, Benavídez demonstra equilíbrio técnico e segurança na saída de jogo, reforçando seu papel como peça estável no sistema do Athletico.

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Lateral virou terceiro zagueiro no Athletico, ganhou espaço no sistema defensivo e manteve regularidade durante a campanha rubro-negra na Série B -Foto: Geraldo Bubniak/AGB