O Athletico encerrou nesta quarta-feira (6) uma longa temporada. Foram ao todo 69 jogos em quatro competições: Campeonato Paranaense, Copa do Brasil, Copa Libertadores e Campeonato Brasileiro. E 2023 era um ano de forte expectativa após o vice da Liberta em 2022. Mas os resultados do Furacão ficaram abaixo das expectativas da torcida. Título, apenas o do Paranaense, aliás de forma invicta. Mas, para muitos, o erro de planejamento rubro-negro começou exatamente aí.

E é justamente o presidente Mário Celso Petraglia que lidera o grupo dos que não viam toda essa necessidade de escalar o time principal no Estadual. Com problemas de saúde que atravessaram o ano, em alguns momentos o comandante do Athletico estava afastado da rotina do clube. E deu autonomia (até onde se pode no Furacão) fora de campo para Alexandre Mattos e dentro para Luiz Felipe Scolari. E foi Felipão, segundo Petraglia, quem falou que o título invicto seria muito importante. “Mas acabamos tendo muitas lesões no segundo semestre”, lamentou o presidente.

A saída de Felipão para o Atlético-MG também marcou o 2023 do Athletico. Houve uma quebra de continuidade que não foi assimilada até o último jogo, na derrota para o Cuiabá. A opção por Wesley Carvalho acabou sendo infrutífera – e nas mãos do interino o Furacão teve a eliminação mais dolorosa. Na Libertadores, em casa, nas oitavas de final, o Rubro-Negro caiu diante do Bolívar. Uma queda que poderia fazer a casa balançar, mas que não teve impacto no trabalho do restante da temporada.

Athletico e a irregularidade

No período de um mês, o Athletico ficou fora da Libertadores e da Copa do Brasil. E foi o capitão Thiago Heleno quem admitiu que o baque foi pesado. Somada às contratações frustradas (Thiago Andrade, Bruno Peres) e às mudanças táticas extravagantes de Wesley Carvalho (Cuello e Canobbio nas alas), a irregularidade marcou o Furacão neste Brasileiro. Capaz de grandes atuações, como contra Flamengo, Grêmio e Botafogo, mas também perdendo pontos para América-MG, Coritiba e Goiás.

O oitavo lugar no Brasileirão, olhando-se em um panorama normal, não é uma má colocação – e ainda rende R$ 31 milhões para o Athletico. Mas, naquilo que se esperava do Furacão em 2023, é insuficiente para o torcedor, que espera mudanças para o ano que vem. E se fosse preciso resumir o que a torcida quer ver do Rubro-Negro no ano do centenário, é que o clube precisa agir, dentro e fora de campo, de acordo com suas ambições.

Cuiabá x Athletico.
Kaique Rocha na disputa com Isidro Pitta. O zagueiro foi tão irregular quanto o Athletico no Brasileirão. Foto: José Tramontin/CAP

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Athletico termina 2023 abaixo das expectativas da torcida

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