O Athletico chega à pausa para a Copa do Mundo de 2026 com uma equipe bastante diferente daquela que entrou em campo na estreia da temporada. Entre os ajustes promovidos por Odair Hellmann, mudanças de esquema tático e oscilações individuais, alguns jogadores consolidaram protagonismo, enquanto outros perderam espaço na hierarquia rubro-negra.

Ao comparar as primeiras e as últimas escalações do time principal, é possível identificar uma transformação clara no modelo de jogo. O Furacão que iniciou o ano dependia mais da criatividade de Bruno Zapelli e da velocidade dos jogadores de lado. Já a equipe atual apresenta maior equilíbrio entre os setores, um meio-campo mais consistente e uma estrutura defensiva mais sólida.
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Quem se manteve em alta no Athletico?
Apesar das mudanças ao longo da temporada, alguns jogadores conseguiram atravessar praticamente todo o primeiro semestre como peças importantes da equipe. O goleiro Santos permaneceu como uma das principais lideranças do elenco e dono absoluto da posição. Além da regularidade dentro de campo, o camisa 23 seguiu como referência para o sistema defensivo rubro-negro.
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Outro nome que manteve o protagonismo foi o zagueiro Arthur Dias. Mesmo com apenas 19 anos, o defensor se firmou entre os titulares e se transformou em uma das peças mais confiáveis do setor defensivo, acumulando sequência e alta minutagem ao longo da temporada.
No meio-campo, Juan Felipe Aguirre também conseguiu preservar espaço durante toda a campanha. Utilizado em diferentes funções, o colombiano foi um dos atletas mais constantes do elenco, atuando como elo entre a marcação e a construção das jogadas.
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Já no ataque, Steven Mendoza seguiu como uma das principais armas ofensivas da equipe. Mesmo alternando funções e posicionamentos, o colombiano continuou sendo peça importante pela velocidade e pela capacidade de atacar os espaços.
Outro jogador que manteve o protagonismo foi Kevin Viveros. Um dos destaques da campanha do acesso em 2025, o atacante colombiano iniciou a temporada já como uma das principais referências ofensivas do elenco. Ao longo dos meses, seguiu acumulando boas atuações, gols e participações decisivas, consolidando-se como um dos pilares da equipe.
Quem ganhou espaço no Athletico?
Embora alguns atletas tenham mantido o protagonismo desde o início da temporada, outros aproveitaram o primeiro semestre para crescer dentro da equipe e conquistar espaço na hierarquia rubro-negra.
O principal caso é o de Luiz Gustavo. Inicialmente utilizado de forma mais pontual, o volante conquistou espaço e passou a ser peça fundamental para o equilíbrio do meio-campo. Sua presença ajudou o Athletico a proteger melhor a defesa e aumentar a consistência da equipe sem a bola.
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Na lateral esquerda, Lucas Esquivel também avançou na disputa interna. Após alternar oportunidades no início do ano, o argentino ganhou sequência e passou a aparecer com mais frequência entre os titulares, tornando-se uma opção importante para dar profundidade ao setor.
Já Dudu surgiu como uma alternativa cada vez mais utilizada ao longo da temporada, aparecendo em diferentes funções ofensivas e ampliando o leque de opções da comissão técnica.
Quem perdeu espaço no Athletico?
Nas primeiras rodadas, Bruno Zapelli era o principal articulador das ações ofensivas do Athletico. Grande parte da construção das jogadas passava pelos pés do meia argentino. Com o decorrer da temporada, porém, a equipe passou a distribuir melhor as responsabilidades no setor ofensivo, reduzindo a dependência do camisa 10, que passou a alternar momentos de maior e menor protagonismo.
Outro jogador que teve a sequência interrompida foi Julimar. Embora o atacante tenha aparecido com menos frequência entre os titulares ao longo do primeiro semestre, parte dessa redução de participação está diretamente ligada ao período em que esteve afastado por lesão. O jogador sofreu uma entorse no tornozelo direito em abril, ficou fora de aproximadamente sete partidas e só voltou a ser relacionado pela comissão técnica no fim de maio.
Na lateral esquerda, Léo Dérik também passou a aparecer menos vezes entre os titulares na reta final do primeiro semestre. No entanto, a redução de sua participação está relacionada, em grande parte, ao trauma no tornozelo esquerdo sofrido na partida contra o Flamengo, em maio.
O que mudou taticamente no time?
Talvez a principal transformação do Athletico tenha acontecido na forma de jogar. No início da temporada, a equipe atuava em um modelo mais próximo do 4-2-3-1, com Zapelli centralizado e os pontas desempenhando papel decisivo na construção ofensiva.
Com o decorrer dos meses, o time passou a apresentar características mais próximas de um 4-3-3, utilizando um meio-campo mais povoado e jogadores com maior capacidade de recomposição defensiva.
A mudança permitiu que o Athletico ganhasse consistência sem abrir mão da velocidade nos contra-ataques. Além disso, a equipe passou a depender menos de ações individuais e mais de um funcionamento coletivo.
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O resultado foi a formação de uma espinha dorsal mais definida, com Santos, Arthur Dias, Aguirre, Luiz Gustavo e Viveros assumindo papel central na estrutura da equipe.
Com a parada para a Copa do Mundo, o Furacão chega ao segundo semestre com uma base consolidada e um modelo de jogo mais estável do que aquele apresentado nas primeiras rodadas da temporada. A tendência é que Odair Hellmann utilize o período sem partidas para reforçar justamente os pontos que permitiram a evolução da equipe ao longo dos últimos meses.
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