Athletico vem de duas grandes conquistas e atingiu outro patamar no cenário sul-americano (Lucas Figueiredo/CBF)

Os títulos recentes que conquistou da Copa do Brasil e da Copa Sul-Americana colocaram o Athletico em outro patamar no cenário do futebol brasileiro e sul-americano. Nesta semana, durante o sorteio dos grupos da Libertadores da América, o Furacão foi bastante elogiado por seu projeto sólido e consistente, tornando-se assim, referência para outros clubes da América do Sul.

O diretor de futebol Paulo André, que representou o Athletico no sorteio, ressaltou o crescimento sustentável do clube e espera que o Furacão siga seu caminho de títulos nas próximas temporadas.

“É muito bacana. Vários clubes da América do Sul parabenizando o Athletico por fazer um trabalho consistente, pelos passos firmes que tem dado, pelo desenvolvimento e pela evolução. Mais do que isso, ser reconhecido por um clube muito sério, que paga em dia, que paga suas contas. Clube que outros times têm vontade de fazer negócio. Agora é tentar manter o crescimento sustentável, continuar crescendo, trazendo títulos para a torcida e agregando valor a marca do Athletico”, afirmou Paulo André.

O clube ainda busca a contratação de um treinador e de reforços para a temporada de 2020. Miguel Ángel Ramírez, espanhol de 35 anos, que estava treinando o Indepediente Del Valle, do Equador, apareceu como favorito a assumir o cargo depois que Rogério Ceni recusou a proposta do Furacão. A definição pode acontecer a qualquer momento.

Com relação a reforços, o Athletico tem encontrado dificuldades. Já não consegue, segundo Paulo André, exercer o mesmo modelo de negócio realizado até a temporada de 2019, quando conseguia o empréstimo de bons atletas junto a grandes clubes do Brasil. Segundo ele, o Furacão atingiu outro patamar e passa a ser concorre direto dessas equipes.

“A gente reconhece completa que o mercado hoje está fora da nossa curva de condições normais de investimento. Como disse, trabalhamos com a formação e revelação de jogadores jovens com potencial. Que tenham também oportunidade e que ajudem o clube a crescer. Temos muitas coisas andando em paralelo. Tivemos a saída de vários jogadores e no modelo de empréstimos, temos tido mais dificuldades para emprestar jogadores de grandes clubes, pois nós somos concorrentes. Foi algo que funcionou em 2018 e 2019 e que para 2020 vai ficar mais difícil”, finalizou Paulo André.