Em seus 100 anos de história, o Athletico teve nomes marcantes – dirigentes, torcedores, jogadores, técnicos, funcionários. Todos personagens importantes que construíram o Furacão até hoje. E nos últimos 100 dias, a Banda B apresentou no seu perfil no Instagram figuras relevantes da trajetória rubro-negra. Mas há um grupo seleto de atleticanos que traduz esse período de glórias, conquistas, tristezas e títulos. E eles estão abaixo, como uma homenagem a todos os rubro-negros.

Kleberson

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Dono de uma glória eterna, Kleberson é mais um dos talentos do PSTC que brilharam no Athletico. Desde seu lançamento nos profissionais, em 1999, ele se mostrava diferente. Moderno antes de que virasse moda, o Xaropinho era um jogador completo – defendia, apoiava, criava, finalizava. Não foi só o torcedor do Furacão que se encantou. Luiz Felipe Scolari também, e o levou para a Copa do Mundo de 2002. Foi, jogou, acabou como titular e campeão. O único jogador do futebol paranaense campeão da Copa atuando por um time do Estado.

Carneiro Neto

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O criador do nome Banda B, quando era narrador da emissora, é um nome fundamental da imprensa paranaense e do Athletico. Carneiro Neto foi repórter, narrador, comentarista, apresentador de TV, chefe de equipe e colunista. Mas sempre apaixonado pelo Furacão.

Thiago Heleno

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O General é protagonista do período mais vitorioso da história do Athletico. Titular e muitas vezes capitão do time campeão da Copa Sul-Americana em 2018 e 2020 e da Copa do Brasil de 2019. E, para completar, marcou de pênalti o gol da primeira conquista, em plena Arena da Baixada.

Motorzinho

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Quando Ruy dos Santos chegou a Curitiba, em 1948, já era Motorzinho, o jogador que dava ritmo ao Rolo Compressor do Internacional nos anos 1940. Mas aqui ele foi o mentor do Furacão, o treinador que montou aquele time que mudou o apelido do Athletico em 1949. Quer mais? Treinou o clube outras vezes, conquistou o Paranaense em 1955 com o Monte Alegre, de Telêmaco Borba, e ainda lançou Sicupira para o futebol ainda no Ferroviário.

Ziquita

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Curitiba, 5 de novembro de 1978. Estádio Joaquim Américo. O Colorado vencia o Athletico em plena Baixada por 4×0. Eram 30 minutos do segundo tempo. Um gol aos 30 minutos, de cabeça. Outro aos 34, de virada. Mais um aos 36, outra cabeçada. E o quarto, aos 43. Athletico 4×4 Colorado. Quem viu no estádio, nunca esqueceu. Quem não teve a chance, ouviu pelo rádio e depois viu os gols no Fantástico. Ziquita ainda acertou uma bola no travessão. E o resto é história.

Bolinha

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Ele entra em campo antes do time. E às vezes é mais aplaudido do que o próprio time. Edmilson Pinto, o Bolinha, tem 30 anos de Athletico. Viveu glórias, tristezas, dores, sorrisos. Conviveu com cada jogador, cada técnico, cada dirigente. Está aposentado desde 2020, mas quem diz que a paixão termina com um carimbo no papel? Segue trabalhando no Furacão, sempre com uma alegria ímpar. Quando teve problemas de saúde, mobilizou a torcida em uma corrente de orações. É uma das pessoas mais queridas do futebol paranaense. E um coração do tamanho do mundo.

Joaquim Américo

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O patriarca do Athletico não viveu para ver sua obra. Quando, em 1912, resolveu fundar o Internacional, queria fazer uma história diferente no então “foot-ball curytibano”. Logo depois, fez um contrato de dez anos de aluguel de uma área no bairro Água Verde. Fundido com o América, o clube que Joaquim Américo criou virou o Athletico. E do aluguel do “Baixadão” surgiu a Arena da Baixada. Faleceu em 1917, antes da fusão, mas foi quem criou as bases para que o Furacão fosse a potência que é hoje. Em 1934, seu nome virou o nome do estádio rubro-negro.

Nilo Biazzetto

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Uma linhagem de capitães do Athletico tem como origem o gigante Nilo Biazzetto. Em 12 anos de Furacão, ele foi o líder daquele time que tinha Caju, Tocafundo, Jackson e Cireno. Sim, o time de 1949 que fez o apelido grudar como tatuagem no Rubro-Negro. E, para completar, fez parte de diversas diretorias do clube, até chegar à presidência do Conselho Deliberativo em 2002.

Fernandinho

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Craque, sem mais. Fernandinho é um dos maiores jogadores da história do Athletico, e é o atleta “da casa” com o maior sucesso internacional. Após vir do PSTC, ele teve duas temporadas de altíssimo nível no Furacão, e foi brilhar na Europa, em especial no Manchester City. Voltou em 2022 para seguir exibindo seu futebol até encerrar a carreira.

Valmor Zimmermann

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Difícil conhecer um atleticano mais atleticano do que Valmor Zimmermann. Um dos criadores da Retaguarda Atleticana, em 1974, decidiu ajudar o clube quando soube que não havia sabão para lavar as camisas do time. Ficou nos bastidores até 1984, quando assumiu a presidência pela primeira vez. Empresário bem-sucedido e absolutamente apaixonado pelo Athletico. Como presidente, foi campeão estadual em 1985 e 1988. E era da diretoria de futebol no título brasileiro de 2001.

Djalma Santos

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Sim, os mais novos viram Adriano, Lucho González e, claro, Kleberson, vestindo a camisa do Athletico. Todos nomes históricos, campeões. Mas não se pode explicar o que representou em 1968 a chegada do, para muitos, maior lateral-direito de todos os tempos ao Furacão. Djalma Santos já era veterano, mas vinha de quatro Copas do Mundo, incluindo o bicampeonato de 1958 e 1962. Não era um jogador, era uma lenda que vestia a camisa rubro-negra. Ajudou no renascimento do Athletico e só parou de jogar, em 1970, quando o time voltou a ser campeão paranaense.

Jofre Cabral e Silva

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Um revolucionário do futebol, Jofre Cabral e Silva era um apaixonado pelo Athletico, e ao mesmo tempo um idealista. Quando assumiu o clube, em dezembro de 1967, o panorama era aterrador. Não havia dinheiro, não havia calendário e o Furacão tinha caído para a segunda divisão do Campeonato Paranaense. Era preciso virar tudo de pernas pro ar. E Jofre fez isso. A ponto de rasgar o regulamento do Estadual para as câmeras de TV, liderou o processo que virou a mesa e manteve o Rubro-Negro na primeira divisão. E montou um time que mudou a história do futebol paranaense. Ao trazer Dorval, Nair, Bellini, Djalma Santos, Nílson Borges e Sicupira, chamou a atenção do Brasil para o estado. No auge do êxito, Jofre morreu do coração em pleno estádio Vitorino Gonçalves Dias, em Londrina, durante um jogo do Athletico. Saiu da vida, mas entrou para a história.

Assis e Washington

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Quando chegaram ao Athletico, em 1982, Assis não era mais a promessa que tinha saído da Francana para o São Paulo, e Washington não era mais a promessa que tinha saído do Galícia, da Bahia, para o Corinthians. Já tinham sido cedido ao Internacional, e vinham como “contrapeso” da negociação do lateral Augusto. Mas foi aqui que eles explodiram. Desfilaram seu talento em 1982 e 1983. Quem viu os dois jogando juntos garante que não houve nada igual no Furacão. Seguiram a carreira sendo campeões no Fluminense, e jogando pela seleção brasileira. E ainda voltaram ao Athletico no final das carreiras. O eterno Casal 20 seguiu conectado até o final. Washington foi embora cedo demais por conta dos problemas de saúde. A perda do amigo tirou a vontade de viver de Assis. Morreu 45 dias depois do adeus do parceiro.

Geninho

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Eugênio Machado Souto chegou ao Athletico já com um histórico na função de treinador. Seu trabalho anterior, no Paraná Clube, tinha sido excelente. Por isso inclusive atraiu o Furacão, que o contratou já no decorrer do Campeonato Brasileiro de 2001. Em um clube em ebulição e com um time desacreditado e acusado de preferir as noitadas ao futebol, Geninho decidiu duas coisas. Primeiro, ajustar o time da defesa para o ataque, montando um 3-5-2 sólido mas com jogo de transição rápida. Segundo, blindou o elenco, evitando as polêmicas e promovendo até churrascos no CT do Caju. Tirou daqueles jogadores o talento que eles tinham, e em uma arrancada sensacional levou o Athletico ao inédito título do Brasileirão.

Nílson Borges

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Foram 53 anos de amor pelo Athletico. Amor e muito trabalho. Desde que chegou, vindo da Portuguesa, Nílson Borges se conectou ao Furacão desde o primeiro dia. Virou ídolo, foi campeão em 1970 e seguiu no clube depois de encerrar a carreira. Foi auxiliar técnico por anos, sempre com o sorriso que lhe deu o incômodo apelido de Bocão. Inclusive, era o trote preferido de quem vivia o dia a dia rubro-negro. O novato chegava e era avisado: “Pode chamar o seu Nílson de Bocão que ele adora”. Era falar e ouvir uma série de palavrões. Mas não havia quem não gostasse de Nílson. É um dos símbolos da história do Athletico.

Alex Mineiro

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Um mês de magia colocou Alex Mineiro no panteão de heróis do Athletico. Mas, também, olha o que ele fez. Nos quatro jogos decisivos do Campeonato Brasileiro de 2001, ele fez oito gols. Decidiu os jogos contra São Paulo, Fluminense e São Caetano. Marcou três na ida da final, na Arena, e fez o gol do título, no Anacleto Campanella. Nem Zico nem Roberto Dinamite, os maiores jogadores da história do Brasileirão moderno, chegaram perto disso. Vindo do Cruzeiro numa troca envolvendo os volantes Marcus Vinícius e Donizete Amorim, Alex se eternizou como o mais decisivo jogador da história do Furacão.

Jackson

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O “homem do centenário” é a história viva do Athletico. Jackson do Nascimento nasceu em 24 de agosto de 1924, portanto quase cinco meses depois do Rubro-Negro. Um dos maiores jogadores da história do clube, foi protagonista do Furacão de 1949, que ganhou título e virou apelido. Ao lado de Cireno, Tocafundo e Caju, transformou uma geração de torcedores em fanáticos pelo Athletico. Após parar de jogar, foi dirigente, técnico (campeão inclusive), conselheiro. E hoje, firme e forte, é quem nos fala que o coração atleticano estará sempre voltado para os feitos do presente e as glórias do passado.

Caju

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A Majestade do Arco. O nome do CT do Athletico. O maior goleiro da história. O maior jogador da história. Para falar de Alfredo Gottardi, o Caju, os superlativos são sempre necessários. Consagrado como um dos grandes goleiros do País em sua época, foi convocado para a seleção brasileira em 1942 jogando pelo Furacão – se hoje é difícil acontecer, imagine há 82 anos. Foram 17 anos de Athletico, com seis títulos paranaenses, incluindo o de 1949, e uma vida dedicada ao clube. A ponto de tirar o filho Alfredo do Coritiba e levá-lo para a Baixada, num raríssimo caso de filho que jogou tanto quanto o pai. Caju é o Athletico de hoje e de sempre.

Mário Celso Petraglia

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Ainda não dá para compreender o impacto completo da obra de Mário Celso Petraglia no Athletico. O clube que ele viveu de 1974 a 1984 de maneira mais distante, mas dentro do grupo chamado de Retaguarda Atleticana. O clube que ele viveu de 1984 a 1995, como diretor em alguns momentos e como conselheiro. E o clube que ele vive de 1995 para cá. Houve um Atlético-PR antes, hoje há o Athletico. E se todos os grandes dirigentes, como Joaquim Américo, Jofre Cabral e Valmor Zimmermann, estão na história, Petraglia reescreveu a história.

A ambição e a ousadia de Mário Celso Petraglia fizeram do clube que não tinha onde treinar uma referência em centros de treinamento. O estádio que tinha um acesso de terra batida, que precisou de arquibancadas metálicas, hoje é uma das arenas mais modernas do continente. A equipe que sofria para superar as hegemonias dos rivais hoje é protagonista em todos os campeonatos que disputa. A equipe eminentemente local virou o Furacão das Américas, campeão brasileiro de 2001, bicampeão da Copa Sul-Americana (2018 e 2021), campeão da Copa do Brasil de 2019, duas vezes finalista da Libertadores.

Da falta de dinheiro, o Furacão passou a ser um exemplo de administração, muito perto de se transformar SAF para lutar com os gigantes da América por títulos da Libertadores e do Mundial de Clubes. À frente deste projeto, provocando amores e ódios na mesma medida, esteve Mário Celso Petraglia. Ninguém fica indiferente ao mais importante personagem da história do Athletico.

Sicupira

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Neste dia tão especial para a torcida do Athletico, o dia dos 100 anos, nós da Banda B homenageamos o Furacão lembrando daquele que tanto fez pelo clube e que tanta falta faz para nós. Fechamos esta lista de perfis com Barcímio Sicupira Júnior. O seu, o meu, o nosso Craque da 8. O maior artilheiro do Athletico em todos os tempos.

Sicupira passou por Coritiba e Ferroviário no início dos anos 1960. Após o título paranaense de 1963, foi para o Botafogo. Jogou com Nilton Santos, Didi, Gerson, Garrincha e Zagallo. De lá, para outro Botafogo, o de Ribeirão Preto. Em 1968, foi trazido de volta a Curitiba por Jofre Cabral. E demonstrou todo o seu potencial de craque com a camisa 8 do Athletico. Sempre artilheiro, foi campeão paranaense em 1970, chegou a ser técnico e diretor de futebol.

Mas seu destino estava no microfone. Foi por 45 anos um dos comentaristas mais influentes do rádio e da televisão do Paraná, uma referência dentro e fora do estado. Desde a fundação da Banda B, Sicupira esteve com a gente, em jogos e programas, desfilando talento, conhecimento e carisma. Sua perda, em 2021, ainda nos machuca. Mas a saudade faz com que lembremos dele a cada dia. A mesma saudade que a torcida do Athletico tem do seu maior ídolo.

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Lista: os maiores nomes da história do Athletico

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