Claro que há um sem-número de feitos históricos do Athletico em 100 anos de trajetória. Mas o centenário, completado hoje, reforça um ponto que muitos torcedores fazem questão de ressaltar. Com o crescimento exponencial do clube nos últimos trinta anos, muitas das glórias do passado do Furacão ficaram em segundo plano. Mas, sem elas, não haveria o gigante de hoje. Até porque alguns de seus personagens seguem eternizados pelo clube.

O maior deles é Alfredo Gottardi, o Caju, a Majestade do Arco, um dos símbolos do Athletico. Quando se fala no Rubro-Negro, um dos primeiros jogadores lembrados é o goleiro que fez história e hoje dá nome ao CT do clube, comprado em 1996. Uma das marcas históricas de Caju é a de ser o primeiro goleiro do Furacão a ser titular da seleção brasileira. E era o único até o último sábado (23), quando Bento repetiu o feito no amistoso contra a Inglaterra.

Caju está ao lado de Jackson do Nascimento e Barcímio Sicupira na “santíssima trindade” da história do Athletico. Não há como contar a trajetória rubro-negra de 100 anos sem falar deste trio de lendas. Jackson é tão sinônimo de Furacão que nasceu no mesmo 1924 – ele completa seu centenário em agosto. Foi ele o símbolo do Furacão original, que sobrou em 1949 para virar o apelido atleticano até hoje. E que faz parte até do posicionamento do clube com seus quatro ventos.

O Craque da 8 do Athletico

Dos três ídolos maiores do Athletico, Sicupira foi o que mais demorou a jogar pelo clube. Foi apenas em 1968, após seis anos de carreira profissional passando por Ferroviário, Botafogo e Botafogo-SP. Mas a identificação foi imediata. Seus gols espetaculares, sua entrega em campo e sua dignidade mesmo nos piores momentos do Furacão formaram uma geração de torcedores, que o mantiveram no panteão dos heróis rubro-negros mesmo com a transição para o rádio. Apesar de ser comentarista, e ter que vez por outra criticar o time, nada fez o Craque da 8 perder seu posto de maior ídolo da história atleticana.

Maior artilheiro destes 100 anos de Athletico, Sicupira segue sendo sinônimo de raça e talento com a camisa rubro-negra mesmo após sua morte, em novembro de 2021. Dentro e fora da Ligga Arena, sua memória é exaltada pelos torcedores e qualquer lista de seleção da história do Furacão tem o Craque da 8. Em 45 anos de rádio, ele sempre primou pela independência nas análises, mas com o coração atleticano sempre batendo forte.

Heróis do campo e dos bastidores

Dentro do gramado, o Athletico teve gigantes. Desde Zanetti, Tocafundo, Nilo Biazzetto e Cireno, passando por Walter, Bellini, Djalma Santos, Nílson Borges e chegando a Washington, Assis, Nivaldo e Carlinhos. Também a memória do torcedor guarda carinho pelos carrascos Joel e Dirceu e pelo mitológico Ziquita, autor do maior feito da história de velha Baixada. Seus quatro gols (e uma bola na trave) em 15 minutos, fazendo o Furacão empatar com o Colorado em 4×4, são lembrados até hoje até por quem não era nem nascido em 1978.

Enquanto os craques brilhavam em campo, grandes atleticanos lideraram o clube nos bons e maus momentos. Se Joaquim Américo não estava vivo para ver a fundação do clube, ele foi o nome do estádio por 90 anos. Aníbal Requião, Manoel Aranha, Jofre Cabral e Silva, Rubens Passerino Moura, Aníbal Khury e Valmor Zimmermann foram presidentes históricos. E Motorzinho, o próprio Jackson, Alfredo Ramos, Hélio Alves, Geraldo Damasceno e Otacílio Gonçalves foram gigantes no banco de reservas.

Sicupira, o maior ídolo da história do Athletico.
Sicupira, eterno ídolo maior do Furacão. Foto: Geraldo Bubniak/AGB

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Um furacão de emoções: as glórias do passado do Athletico

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