SAF, 100% de profissionalização e união entre futebol e conteúdo: o futuro do Athletico

Transformação definitiva em empresa é marco que Furacão quer para ser um integrante do "clube dos bilionários" do futebol brasileiro

Esporte Banda B

De 1924 a 2024, o Brasil e o Athletico viveram sob nove moedas diferentes: mil-réis, cruzeiro, cruzeiro novo, cruzeiro de novo, cruzado, cruzado novo, cruzeiro pela terceira vez, cruzeiro real e, enfim, real. O que era tratado em tostões hoje é dos milhões para cima. E o Furacão quer entrar em um seleto clube, o dos bilionários. Se o valor de mercado já supera os R$ 2 bi, o Rubro-Negro quer fazer o investimento em futebol subir até este patamar.

Hoje, apenas o Flamengo tem um orçamento superior a R$ 1 bilhão no futebol brasileiro. Mas Palmeiras, Atlético-MG e Corinthians estão no caminho para atingir esse valor. Com uma estrutura azeitada e com dívidas em queda, o Athletico pretende atingir este valor nos próximos anos. Seria mais um salto histórico do clube, que completa 100 anos nesta terça-feira (26). Seria um orçamento que definitivamente colocaria o Furacão entre os maiores da América.

Mas, para isso, o Athletico reconhece que não tem condições de chegar com as próprias pernas. Por isso, o futuro do Furacão passa pela SAF. Um negócio que já vem sendo gestado há pelo menos cinco anos. E que, importante lembrar, é assunto de Mário Celso Petraglia desde bem antes. O presidente rubro-negro foi um dos primeiros dirigentes a defender de maneira expressa o tal “futebol-empresa”.

A SAF do Athletico

Hoje avaliado em R$ 2,09 bilhões, o Athletico busca um sócio. Quem quiser assumir a SAF do Furacão terá que negociar um ativo pesado. “O valuation (valor de uma empresa) analisa muito as tomadas de decisão da gestão. Quando pega o Athletico, ele vale muito. Por quê? Tem pouca torcida em relação ao Flamengo, ao Palmeiras, mas tem um ativo valiosíssimo que é o seu estádio, tem um CT moderno, tem um elenco valiosíssimo“, disse o especialista em marketing esportivo Amir Somoggi, em entrevista à CNN.

Por isso, o plano ideal rubro-negro seria a venda de 49% da SAF por R$ 1,5 bilhão. Com uma estrutura a caminho de ser 100% profissional, fato raríssimo no futebol brasileiro, o Athletico quer manter o controle acionário de seu futebol. Mas admite, desde o ano passado, a possibilidade de ter um controlador – quer dizer, um detentor da maioria das ações da SAF. “Nós estamos à venda. Nós pensamos até na venda do controle acionário. O clube quer se tornar a nível sul-americano um dos top 4, então tem que investir“, disse Petraglia em outubro do ano passado.

Mais do que futebol

Hoje, os grandes clubes do planeta utilizam a produção de mídia não só para propagar a “versão oficial”, mas sim como um ativo de negócio. Tanto que há na Europa clubes que têm redações maiores do que a dos veículos de comunicação. O Athletico foi um dos pioneiros dessa evolução no Brasil, e o projeto de streaming do clube é ousado. Único clube a transmitir os seus jogos (dentro de casa) no Campeonato Brasileiro, o Furacão quer aumentar ainda mais a produção de conteúdo na Rede Furacão.

Foto: Divulgação/CAP
Sair da versão mobile