Dos pioneiros daquele 26 de março de 1924 até a vanguarda deste 26 de março de 2024, o Athletico pode ser considerado um clube em constante transformação. No dia em que completa 100 anos de história, o Furacão projeta evoluir ainda mais, para se tornar um dos mais importantes clubes das Américas. E, porque não, ser um dos gigantes do futebol mundial. A evolução do Furacão não foi contínua, teve desvios e retrocessos, mas é uma das mais originais e impactantes do esporte brasileiro.

O Athletico já detém uma marca relevante desde sua fundação. Sua casa sempre foi a mesma, no mesmo lugar, nestes 100 anos. O hoje estádio Mário Celso Petraglia, inaugurado em 1913, foi usado pelo clube mesmo quando não foi o palco principal – entre 1986 e 1993, o Furacão atuou no Pinheirão e (em ocasiões específicas) no Couto Pereira. Mas todos os dias os treinos aconteciam no antigo Caldeirão do Diabo.

A trajetória da Baixada explica um pouco esse evolução do Athletico. O estádio foi crescendo junto com o clube, ganhando mais estrutura para receber mais torcedores. Mas, assim como o Furacão, o local não fugia às tradições de sua época, tanto que acabou ficando obsoleto na metade da década de 1980. Ao parar de receber partidas, em 1985, pensou-se que ele seria uma página na história, mas a visão do então presidente José Carlos Farinhaqui em 1993 fez o Rubro-Negro voltar para casa.

Subida estratosférica

Os primeiros 70 anos da história do Athletico foram de brilhos e alegrias misturados com crises e tristezas. O Atletiba da Gripe, o Furacão de 1949, Caju, Jackson, o título de 1970 com Djalma Santos, Sicupira e Nílson Borges e o terceiro lugar no Brasileiro de 1983 com Assis e Washington foram momentos luminosos do Furacão. Mas eles conviveram com os três títulos estaduais em 24 anos, o quase rebaixamento em 1967, a penúria dos anos 1970, uma nova crise entre 1994 e 1995.

E se a Baixada renasceu em 1994, em 1995 foi o Athletico que ressurgiu. E para uma subida estratosférica. Quando o presidente Mário Celso Petraglia disse que o Furacão era um “time de bairro”, foi uma constatação dolorosa e necessária. Afinal, para sobreviver era preciso transcender o Água Verde, Curitiba e o Paraná. E um projeto de longo prazo, que talvez ainda não tenha sido cumprido 100% (pelo menos no que Petraglia pensa), foi montado para o Rubro-Negro virar a chave de seu destino.

Athletico total

A campanha Athletico Total, de 1997, projetou o clube de hoje. A construção da Arena, a classificação para a Libertadores e o título brasileiro de 2001 mostraram que o Furacão não estava para brincadeira. Vieram duas finais de Libertadores, um vice brasileiro, dois títulos da Copa Sul-Americana e um da Copa do Brasil. Hoje, o Rubro-Negro já está entre os principais clubes do País, sempre considerado entre os principais candidatos ao título em todas as competições que participa.

E mesmo esta arrancada teve percalços. As denúncias contra Petraglia na Máfia do Apito, o rebaixamento em 2011 e a às vezes maluca troca de treinadores fizeram o avanço do Athletico ter interrupções momentâneas. Mas, ao chegar nos 100 anos, o Furacão se mostra pronto para o futuro. Não há limites para os sonhos rubro-negros. Para quem conhece os planos do clube, este centenário é só o começo.

Arena da Baixada, estádio do Athletico.
De um palco tradicional, a Baixada se tornou um dos estádios mais modernos da América do Sul. Foto: José Tramontin/CAP

Comunicar erro

Comunique a redação sobre erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página.

Athletico, um século em constante transformação

OBS: o título e link da página são enviados diretamente para a nossa equipe.