
O atual campeão paranaense saiu na frente na busca pelo bi nesta temporada. O Londrina bateu os Aspirantes do Athletico por 1 a 0, no primeiro jogo das quartas de final do Estadual, realizada na manhã deste domingo (13), no Estádio do Café. O Tubarão agora joga por um empate dentro de uma semana, às 16h, na Arena da Baixada, para avançar.
Na estreia do técnico Adilson Batista, que como jogador foi revelado nas categorias de base do Furacão nos anos 1980, os donos da casa lançaram mão de uma formação surpreendente, com o veterano lateral-esquerdo Eltinho (ex-Paraná Clube e Coritiba) jogando na armação, diante da ausência de Mossoró (lesionado) no setor de criação.
A aposta mostrou-se acertada com 11 minutos, quando o atacante Caprini fez ótima jogada individual e serviu a Eltinho, que abriu o marcador no Norte do estado. Ainda na etapa inicial, o Tubarão criou ao menos três chances claras para aumentar a vantagem, porém o time parou no goleiro Anderson Paixão e na trave rubro-negra.
Após o intervalo, a partida mudou de figura e os 1.745 torcedores que compareceram ao reduto londrinense viram um Athletico mais focado e incisivo na busca pelo empate. Entretanto, a trave, o goleiro reserva do Londrina e os erros rubro-negros acabaram não conseguindo vencer a retranca da equipe local, que preferiu defender a vantagem mínima.
Das arquibancadas, o técnico Alberto Valentim acompanhou a atuação dos Aspirantes, e para a volta a tendência é que os titulares sejam utilizados na Arena da Baixada. E com ele no comando técnico. Se passar, o Furacão pega o vencedor de Coritiba e Cianorte nas semifinais.
Tubarão engole Furacão nos 45 minutos iniciais
Com o lateral-esquerdo Eltinho com a camisa 10, responsável pela criação de jogadas ofensivas, o Londrina esperava surpreender os Aspirantes do Athletico desde os primeiros movimentos no Estádio do Café. Contudo, quem começou melhor o jogo foi o Furacão, que quase marcou aos dois minutos, quando o goleiro Matheus Nogueira quase perdeu bola para o atacante Rômulo.
E foi a única vez que Rômulo, aliás, teve de fato uma chance de gol. Nos primeiros 10 minutos, com cruzamentos e chutes de longa distância, os visitantes chegaram ao gol alviceleste e indicaram que buscariam a vitória. O Londrina marcava a saída de bola athleticana, mas deixava espaços que eram explorados pelo Rubro-Negro. Tudo mudou definitivamente no primeiro tempo aos 11 minutos.
Na primeira chegada ao ataque, Caprini tirou a defesa do Athletico para dançar e passou para Eltinho, que chegou na área para vencer o goleiro Anderson Paixão. A vantagem londrinense mudou totalmente a partida, e o Tubarão passou a forçar e muito nos contra-ataques, defendendo-se de maneira mais recuada, fechando e não dando espaços ao Furacão.
Aos 21 minutos, o goleiro Matheus Nogueira saiu lesionado para a entrada de Matheus Albino, mas o camisa 12 do Londrina praticamente não trabalhou. Os donos da casa seguiram mandando no confronto, chegando mais seis vezes ao gol rubro-negro. Houve ao menos duas importantes defesas de Anderson e ainda uma bola na trave. Faltou pouco para o segundo.
Nada satisfeito, o técnico Wesley Carvalho se dirigiu ao vestiário muito rapidamente ao apito final do árbitro Leonardo Ferreira Lima. Tudo indicava que mudanças viriam para o segundo tempo, dentro de uma perspectiva de reação do Rubro-Negro na partida.
Londrina deixa o tempo passar ante desespero athleticano
A saída de Juninho para a entrada de Pierre foi a única alteração promovida por Carvalho para a etapa complementar. Dentro de campo, praticamente nada mudou do lado athleticano, que seguiu errando muitos passes e parando na forte marcação do Londrina. O time da casa, aliás, passou a administrar a vantagem, deixando o tempo passar.
Aos 10 minutos, o Furacão escapou de sofrer um forte prejuízo quando o zagueiro Zé Ivaldo fez falta duríssima no volante Jhonny Lucas e o árbitro deu apenas cartão amarelo. A cada minuto que passava, o nervosismo dos visitantes apenas aumentava e o goleiro Matheus Albino só tinha de trabalhar com bolas cruzadas na sua área.
A melhor chance para o empate athleticano veio aos 23, quando Pablo Siles bateu forte, o arqueiro alviceleste soltou a bola e, quando Rômulo iria marcar, o zagueiro Saimon foi mais rápido e tocou pela linha de fundo. O lance marcou uma virada no segundo tempo, bastante inferior em relação à disputa vista antes do intervalo no Café.
Aos 27 minutos, outras duas chegadas no mesmo lance quase trouxeram o empate ao Athletico. Primeiro Jader acertou a trave e, na sequência do lance, Rômulo bateu forte e fez Matheus Albino salvar o Londrina, que recuou e praticamente abdicou do ataque em quase todo o segundo tempo.
Cinco minutos depois, o Furacão pediu pênalti depois de Davi Araújo, que havia acabado de entrar, reclamar de um empurrão na área, porém a arbitragem mandou o jogo seguir (as partidas do Paranaense não possuem VAR). Carvalho ainda promoveu alterações em praticamente todo o setor ofensivo nos 15 minutos finais de jogo, mas a única coisa que os athleticanos ganharam em campo foi uma série de cartões amarelos.
Nem mesmo a presença do atacante Daniel Cruz (autor do gol de empate com o Tubarão, nos acréscimos, na primeira fase) deu sorte desta vez. Sobrou tempo ainda para o volante Pierre ser expulso. O Rubro-Negro saiu atrás nas quartas de final do Estadual.