Na próxima semana, a Libertadores volta a ser atenção do Athletico. Na terça-feira (1º), o Furacão encara o Bolívar, na Bolívia, pelo jogo de ida das oitavas de final. E pela frente, terá no adversário alguém que conhece muito bem o time atleticano.
O atacante Francisco da Costa, ou só Chico, como é chamado, voltou ao clube boliviano após ser emprestado ao Atlético Nacional, da Colômbia. Mas, no início da carreira fez a base no Rubro-Negro, onde ficou de 2013 a 2015. Embora não tenha jogado profissionalmente pelo time, acompanhou a evolução do clube nos últimos anos.
“Vemos o Athletico como um dos favoritos para chegar à final. É um time forte, nas oitavas de final não tem muito o que escolher, mas estamos otimista e acreditamos que terá uma festa muito bonita em La Paz e em Curitiba”, disse ele, em entrevista à Banda B.
Bolívar quer surpreender na Libertadores
Chico chegou ao Bolívar em 2022 e teve números expressivos. Foram 40 partidas na temporada passada, com 24 gols e 11 assistências. Neste ano, foi emprestado ao time colombiano, onde não repetiu o mesmo desempenho. Agora, está de volta – reestreou na semana passada, entrando no final do clássico com o The Strongest. À disposição para a Libertadores, acredita que os bolivianos podem surpreender.
“Sabemos que é difícil jogar como visitante em La Paz. E nós fomos até o Paraguai, goleamos o Cerro Porteño (na fase de grupos. O elenco está motivado. Temos que entender o momento que vive o Bolívar. O presidente está investindo forte no futebol, é um cara que quer ajudar o futebol a crescer no país e está fazendo isso no clube de coração dele. O Bolívar não é mais aquele time que apenas incomoda. Estão construindo um CT novo, um estádio novo e investindo em jogadores. O Bolívar tem outra cara na América do Sul“, garantiu.
Um ponto favorável aos donos da casa é, claro, a altitude. O atacante brasileiro já está acostumado aos quase 3700 metros de La Paz e sabe que isso é um diferencial. Até por isso, a expectativa é conseguir fazer um resultado seguro para ir para a Ligga Arena para o jogo de volta com uma vantagem.
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“A altitude é uma complicação, não podemos negar. A minha adaptação aqui foi complicada. Não demorou tanto, mas nunca é a mesma coisa do que jogar no nível do mar. Esperamos fazer um bom jogo aqui dentro de casa e ir para a Arena e decidir lá, mas chegar com uma vantagem boa”, disse o atleta.
Respeito ao Athletico
Apesar do fator altitude e também da campanha do Bolívar na fase de grupos da Libertadores – foi o sétimo melhor da primeira fase, mesmo terminando em segundo no grupo -, Chico destacou a força do Athletico e lembrou que ano passado o Furacão quase ganhou a Libertadores e que o presidente Mario Celso Petraglia por pouco nao cumpriu a promessa que ele mesmo ouviu em 2013.
“Se formos comparar, somos conscientes da dimensão que é o Athletico, que é maior que o Bolívar. Mas quando eu estava aí escutávamos do Petraglia que o Athletico sairia campeão mundial. Ele esteve há três jogos de cumprir essa promessa. Eu considero isso um êxito. O Brasil tem o Athletico como modelo“, completou.
