(Divulgaão/Athletico)

Há 15 anos, o Athletico disputava a final da Libertadores contra o São Paulo, no estádio Beira-Rio, em Porto Alegre. O jogo só não aconteceu na Arena da Baixada, em Curitiba, porque o próprio São Paulo e a Conmebol não aceitaram a nova capacidade do estádio após a instalação das arquibancadas tubulares.

Sem a força da Arena da Baixada, o Athletico não lotou o Beira-Rio e apenas empatou em 1 a 1 com o São Paulo. Na semana seguinte, o time paulista goleou por 4 a 0 e conquistou o título da Libertadores.

A reportagem da Banda B conversou com o goleiro Diego, o lateral-esquerdo Marcão e o meia Fabrício para relembrar a campanha histórica e a polêmica da ausência da Arena da Baixada na decisão.

MARCÃO – LATERAL-ESQUERDO E ZAGUEIRO

“Após a classificação no México para a final da Libertadores, foi um momento de muita dúvida sobre onde a gente ia jogar. Lembro bem quando a gente sobrevoou a Arena na volta do México, as obras estavam sendo feitas para que pudesse jogar o primeiro jogo da final em casa. Infelizmente, não liberaram na última hora. A gente ficou na dúvida de onde seria o jogo, se seria no Couto Pereira, no Beira-Rio e até falaram no interior do Paraná. Gerou um desconforto e, infelizmente, a gente não conseguiu jogar na nossa casa por um ato político”.

“A gente perdeu toda a sinergia da nossa torcida, porque era muito forte na Arena. Falo para todo mundo que não sei se a gente seria campeão, mas conseguiria um resultado positivo e levaria uma vantagem para São Paulo. Não estou falando que a gente seria campeão, mas pode ter certeza que o resultado seria outro. A gente sabe que foi uma jogada política que nos tirou o direito de jogar em casa. Em um confronto tão equilibrado, o fator casa fez a diferença”.

DIEGO – GOLEIRO

“Onde nós queríamos ter feito história foi nos tirado de forma absurda e covarde. Eu falo desta maneira porque não pudermos jogar na nossa casa e com o apoio do nosso torcedor, o que sempre foi a grande arma do Athletico. Foi feito todo esforço, todas as liberações para que o jogo fosse no nosso estádio, mas, por força maior, não foi possível. Nos prejudicou muito. A certeza que tenho é que teríamos o apoio do nosso torcedor, que nos empurraria para que os jogadores fizessem o melhor jogo da vida. Se a gente tivesse jogado em casa, as coisas seriam diferentes”.

FABRÍCIO – MEIA

“O fator Arena sempre fez a diferença para o Athletico. A energia que a gente sentia dentro de casa era inexplicável. Quando se tira o jogo da Arena, vira um campo neutro. Foi um pouco frustrante”.

“Eu nunca tinha perdido um pênalti na minha carreira. Eu bati o pênalti na final do Paranaense contra o Coritiba e nas oitavas da Libertadores contra o Cerro Porteño. O Fernandinho era o batedor oficial, mas não jogou aquela partida. Eu estava bem, peguei a bola e bati como sempre bati nos outros pênaltis. Infelizmente, o Rogério Ceni estava muito em cima de mim, ele se adianta muito”.