Alex Muralha (foto) ficou no banco de reservas no jogo do Coritiba contra o Atlético-MG, mas estava sem máscara. (Reinaldo Reginato/Fotoarena/Estadão Conteúdo)

A Procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) recebeu 35 Notícias de Infrações da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) de clubes, atletas e dirigentes que descumpriram o protocolo médico de competições da entidade. Os principais motivos são troca de camisas e uso indevido de máscaras.

Athletico e Coritiba serão denunciados pelo descumprimento em duas rodadas. No caso do Furacão, os jogadores trocaram camisas com atletas de Vasco e Botafogo, o que viola o artigo 9, item D, da Diretriz Técnica Operacional de Retorno das Competições da CBF.

Já o Coxa teve o mesmo problema na partida contra o Atlético-MG. Além disso, no mesmo jogo, os reservas não utilizaram máscaras, após diversas abordagens da arbitragem. O auxiliar Luiz Fernando Iubel ainda ofendeu o coordenador da partida.

O mesmo auxiliar do Coritiba também foi advertido para utilizar a máscara no jogo diante do Goiás. De acordo com o artigo 7, item B, da Diretriz Técnica Operacional de Retorno das Competições da CBF, “todos os integrantes do banco de reservas, exceto suplentes quando em aquecimento e o Treinador, deverão usar máscaras (com ou sem face shields)”.

Qual a punição?

De acordo com o procurador-geral do STJD, Ronaldo Piacente, as ocorrências são enquadradas no artigo 191, incisos II e III do Código Brasileiro de Justiça Desportiva. “Existência de infração disciplinar na forma do artigo 191, incisos I e II do CBJD e do artigo 2º inciso XI, da Lei 9.615/98, porque as Diretrizes de segurança foram aderidas pelos clubes e faz parte integrante dos Regulamentos das Competições. Cabe aos clubes instruírem seus atletas e funcionários no cumprimento das regras e protocolos de segurança estabelecidas nas diretrizes elaboradas pela CBF, bem como fiscalizar o cumprimento destas. Em razão disso a Procuradoria promoverá as denúncias”, comentou.

O artigo 191 fala em “deixar de cumprir, ou dificultar dificultar o cumprimento de: resolução, determinação, requisição ou qualquer ato normativo ou administrativo do CNE ou de entidade de administração do desporto a que estiver filiado ou vinculado; além do regulamento, geral ou especial, de competição”. A pena é de multa entre R$ 100 e R$ 100 mil.

Confira abaixo as denúncias recebidas pelo STJD envolvendo Athletico e Coritiba:

Vasco x Athletico (06/09) – Athletico: Após o final da partida, os atletas das duas equipes trocaram camisas, contrariando o que determina o artigo 9, item D, da Diretriz Técnica Operacional.

Coritiba x Atlético-MG (06/09) – Os atletas suplentes do Coritiba FC não utilizaram as máscaras de proteção facial adequadamente, mesmo após diversas abordagens, inclusive o Auxiliar Técnico do clube, Sr Luiz Fernando Iubel, ofendeu o Coordenador da partida com “vai tomar no c…”, após ser solicitado que usasse o equipamento de forma correta. Após o final da partida, os atletas das duas equipes trocaram camisas, contrariando o que determina o artigos 7, item B, e 9, item D, da Diretriz Técnica Operacional, respectivamente.

Athletico x Botafogo (09/09) – Athletico: Após o final da partida, os atletas das duas equipes  trocaram camisas, contrariando o que determina o artigo 9, item D, da Diretriz Técnica Operacional.

Goiás x Coritiba – (13/09) – Sr. Luiz Fernando Lubel (Coritiba) foi advertido por vezes acerca da utilização da máscara, contrariando o que determina o artigo 7, item B, da Diretriz Técnica Operacional.