Por Pedro Melo
O Brasil ultrapassou a marca de 100 medalhas nos Jogos Pan-Americanos de Toronto e a ginástica rítmica foi a modalidade responsável pela marca. No último dia de competições, a paranaense Angélica Kvieczynski levou a medalha de bronze na prova de fita e a equipe brasileira ficou com a prata depois de uma apresentação abaixo do qualificatório, quando terminaram na liderança.
Mais uma vez o recurso quando tirou a medalha da ginasta paranaense. Se na prova do individual geral, Angélica teve a nota diminuída e ficou fora do pódio, mas, desta vez, a arbitragem chegou a aumentar a nota da canadense Patricia Bezzoubenko de 15.250 para 15.300, mas não o suficiente para tirar a terceira colocação da brasileira, que ficou com 15.633, atrás somente das americanas Laura Zeng e Jasmine Kerber.
Após a prova, a ginasta admitiu que ficou com medo de perder mais uma vez a medalha na revisão das notas. “Nossa, fiquei desesperada, me bateram uns 50 tipos de desespero ali, achei que iam me prejudicar de novo no recurso. Quando vi, falei: “Pronto, vão tirar minha medalha de novo”. Fiquei bem preocupada, mas entrei na série de fita com muita raiva, com sangue nos olhos, olhei no olho de cada árbitra e acho que isso fez um diferencial bem grande. Entrei para cravar a série, realmente fiquei decepcionada no dia do geral quando baixaram minha nota e perdi a medalha por isso, mas hoje meu objetivo foi cumprido”, afirmou.
Angélica Kvieczynski deixa Toronto com duas medalhas de bronze, nas provas de arco e fitas. Porém, foi um desempenho abaixo em relação ao último Pan, em Guadalajara, quando conquistou quatro medalhas, sendo duas de bronze, no individual geral, arco e bola, uma de prata nas maçãs, além do ouro no geral em equipes,
