Sérvio desistiu de torneio nos Emirados Árabes (Divulgação/ATP)

O tênis está neste momento, como todos os esportes, parado e sem data para voltar – um 2020 sem tênis não está fora de hipótese com a pandemia do novo coronavírus. A questão da segurança de tenistas e torcedores é essencial para quem comanda a modalidade sem uma cura para a covid-19 haverá sempre riscos. Número 1 do mundo, o sérvio Novak Djokovic revelou na noite de domingo que vive um dilema com esse assunto.

Durante uma conversa em vídeo com outros esportistas sérvios em uma “live” nas redes sociais, Djokovic disse que é contra as vacinas e que isso poderá ser um problema se uma contra a covid-19 se tornar obrigatória para os atletas voltarem às competições. “Sou contra as vacinas e não gostaria de ser forçado por alguém a tomar uma vacina como condição para poder viajar”, afirmou.

“Hipoteticamente, se a temporada começar em julho, agosto ou setembro, embora seja altamente improvável, percebo que a vacina poderá ser obrigatória porque estaremos saindo de uma quarentena estrita. Mas a verdade é que ainda não há (vacina) nenhuma”, prosseguiu o líder do ranking da ATP, que admitiu não saber ainda o que fazer caso a questão da vacinação obrigatória seja colocada em questão.

“Se for obrigatório terei de tomar uma decisão. Tenho as minhas convicções sobre o assunto e essas convicções podem mudar, não sei”, ressalvou o sérvio, que nesta temporada conquistou o título do Aberto da Austrália, em Melbourne.

APOIO – Durante a paralisação por conta da pandemia, Djokovic tem sido bastante ativo para ajudar que precisa mais. Presidente do Conselho dos Jogadores da ATP, o sérvio revelou neste final de semana a ideia de ajudar os tenistas que passam por mais dificuldade em se manterem na ativa durante essa crise. Ele propôs aos atletas que estão no Top 100 uma proposta financeira de ajuda para o recém criado fundo de amparo ao tênis para quem tem ranking inferior.

O fundo, que tem o nome de “Player Relief”, tem por objetivo fazer um pagamento para jogadores de ranking inferior que dependem das premiações financeiras de torneios, que neste momento não estão sendo disputados.

A proposta do sérvio conta com o apoio do espanhol Rafael Nadal, número 2 do mundo, e do suíço Roger Federer, o quarto colocado. Nela está descrita uma tabela em que gradativamente os tenistas do Top 100 de simples e Top 20 de duplas da ATP contribuam com doações que arrecadarão US$ 1,05 milhão (R$ 5,5 milhões).

Além disso, a ATP entraria com uma doação no mesmo valor dos tenistas e contaria com a doação de US$ 500 mil (R$ 2,61 milhões) de cada um dos torneios do Grand Slam – Aberto da Austrália, Roland Garros, Wimbledon e US Open.

No total, a campanha arrecadaria entre US$ 4 milhões (quase R$ 21 milhões) e US$ 4,5 milhões (R$ 23,5 milhões), colocando em prática o objetivo de pagar US$ 10 mil (R$ 52,3 mil) aos tenistas que forem assistidos pelo programa.