Marcelo Melo ganhou o Masters 1000 de Paris. (Divulgação)

Campeão do Masters de Paris, Marcelo Melo voltou a ser o número 1 do mundo no ranking de duplas. A retomada do topo surpreendeu porque os cálculos iniciais dos sites especializados colocavam o brasileiro na segunda posição, atrás somente do polonês Lukasz Kubot, seu parceiro.

Mas, na lista divulgada nesta segunda, Melo aparece à frente do companheiro, apesar de ambos somaram os mesmos 8.510 pontos. O brasileiro ficou à frente por levar vantagem no primeiro critério de desempate, que é o número de torneios disputados na temporada. Melo obteve a mesma pontuação mesmo competindo em menos competições: 23 a 24.

Melo e Kubot também lideram a lista de duplas da temporada. Por isso, serão os principais candidatos ao título no ATP Finals, que terá também a presença do brasileiro Bruno Soares, jogando ao lado do escocês Jamie Murray – Soares é o atual 10º colocado do ranking.

Já no ranking de simples, o sérvio Novak Djokovic e o escocês Andy Murray deixaram o Top 10, enquanto o norte-americano Jack Sock, campeão em Paris no domingo, estreou na restrita lista. Nas duplas, o brasileiro Marcelo Melo retomou a liderança.

Às vésperas do ATP Finals, torneio que encerra a temporada ao reunir os melhores do ano em Londres, o espanhol Rafael Nadal segue na ponta, com mais de 1.500 pontos de vantagem sobre Roger Federer. O suíço, portanto, não tem mais chances de alcançar o rival neste ano, mesmo que fature o título em Londres, na próxima semana.

O novo terceiro colocado do ranking é o alemão Alexander Zverev, que obteve nesta segunda sua melhor posição nesta lista. O mesmo acontece com o austríaco Dominic Thiem, quarto colocado. O croata Marin Cilic sustentou o quinto posto. O búlgaro Grigor Dimitrov também chegou a sua melhor posição, ao subir para sexto lugar, assim como o belga David Goffin, novo oitavo colocado. Já o espanhol Pablo Carreño Busta, em 10º, igualou seu melhor posto

Entre eles está o suíço Stan Wawrinka, que voltou a subir no ranking apesar de seguir afastado do circuito. Com projeção de retorno para o início do próximo ano, ele subiu para o sétimo lugar. A subida, claro, se deve à queda de outros rivais, a exemplo de Djokovic e Murray.

O sérvio, também com retorno previsto para o início do ano, deixou o Top 10 pela primeira vez em dez anos. O ex-líder do ranking não aparecia fora da lista dos 10 melhores do mundo desde 11 de março de 2007, quando figurava em 13º. Sem jogar desde que abandonou em Wimbledon, em julho, por conta de lesão no cotovelo, Djokovic perdeu cinco posições e caiu para o 12º lugar.

Em situação semelhante, Murray sofreu queda mais dura. Fora das quadras desde que foi eliminado nas quartas de final de Wimbledon, o britânico despencou 13 posições. Ele aparece agora em 16º. Estas quedas acentuadas poderão ter reflexos no Aberto da Austrália. Se não somarem bons pontos nos primeiros torneios do ano, Djokovic e Murray entrarão na chave do primeiro Grand Slam do ano em posições que poderão gerar confrontos precoces contra Nadal e Federer antes da semifinal e até das quartas de final.

Fazendo caminho inverso no circuito, o argentino Juan Martín del Potro segue subindo no ranking. Ele galgou seis posições, para o 11º posto, após alcançar as quartas de final do Masters de Paris A aproximação do Top 10 serve de consolo para o argentino, que perdeu a chance de entrar no ATP Finals, que vai reunir os oito melhores da temporada em Londres a partir do próximo domingo.