(Divulgação)

A Associação dos Tenistas profissionais (ATP) e a Associação do Tênis Feminino (WTA) anunciaram o cancelamento de 11 torneios que seriam realizados na China nos próximos meses. A entidade que cuida do tênis feminino sofreu a maior baixa, com sete competições, sendo uma delas o WTA Finals, que reúne as oito melhores atletas da temporada.

As duas associações alegaram que os cancelamentos foram motivados pela decisão da Administração Geral do Esporte, órgão do governo chinês, de vetar qualquer evento esportivo no país até o fim do ano. A China cortou as competições de forma a evitar possível contágio por covid-19.

Como consequência, a ATP precisou cancelar o único Masters 1000 realizado no continente asiático, em Xangai. Além dele, foram removidos do calendário deste ano o Torneio de Pequim (de nível ATP 500), e os Torneios de Chengdu e Zhuhai, ambos de nível ATP 250. Os campeonatos, marcados inicialmente para outubro, só devem voltar ao circuito em 2021.

“Nossa abordagem ao longo desta pandemia é de sempre seguir as orientações do local que vai receber o evento. Nós respeitamos a decisão do governo da China de fazer o melhor para o seu país em resposta a uma situação global sem precedentes”, disse o presidente da ATP, Andrea Gaudenzi.

No circuito feminino, a baixa foi de sete torneios, todos agendados para outubro e novembro. Eles seriam realizados em Pequim, Wuhan, Nanchang, Shenzhen, Zhuhai e Guangzhou. Esta sequência finalizaria a temporada, como de costume. O cancelamento que vai gerar mais dor de cabeça na WTA foi o de Shenzhen, que sediaria o WTA Finals, um dos torneios mais prestigiados do ano.

Em comunicado, a WTA indicou que a competição não será realizada em outro lugar neste ano. Isso porque a entidade cancelou também o ranking da temporada, que é usado justamente para definir as classificadas para o Finals.

“Estamos extremamente decepcionados por não podermos realizar nossos torneios de nível mundial na China neste ano. Infelizmente, esta decisão inclui também cancelar o WTA Finals e, como consequência, o ranking de classificação para Shenzhen. Respeitamos a decisão que foi feita e estamos ansiosos para voltar à China o mais cedo possível, na próxima temporada”, afirmou o presidente da WTA, Steve Simon.