(Reprodução/Twitter/NFL)

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – A nova onda de casos de Covid-19 nos Estados Unidos acerta a NFL (National Football League) em cheio. Cinco semanas após confirmar o primeiro teste positivo, a liga de futebol americano agora tem 15 de suas 32 equipes desfalcadas por casos ativos de coronavírus. Três jogos já foram adiados e há certa tensão sobre o futuro da temporada.

Em comunicado divulgado na sexta-feira (6), a NFL admitiu o aumento de casos sem no entanto cogitar o adiamento das partidas deste domingo (8). “À medida que a pandemia é endêmica em nossa sociedade, teremos casos positivos”, reconheceu o porta-voz da liga, Bryan McCarthy, que ainda defende que os protocolos “estão funcionando”.

Nos últimos dias, houve testes positivos para coronavírus no Atlanta Falcons, no Kansas City Chiefs e no Miami Dolphins, enquanto o Chicago Bears chegou a cancelar um treino também por um caso de Covid-19. Já Las Vegas Raiders e Pittsburgh Steelers foram multados porque seus técnicos não usaram máscara durante os jogos da última rodada.

Tudo isso aconteceu desde a última quinta-feira (5), quando o Green Bay Packers venceu o San Francisco 49ers em um jogo no qual sete atletas não jogaram por causa do coronavírus -um deles positivado na véspera. Além dos times citados acima, outros oito têm casos ativos: Arizona Cardinals, Baltimore Ravens, Dallas Cowboys, Denver Broncos, Detroit Lions, Houston Texans, Indianapolis Colts e Philadelphia Eagles.

Nesta temporada, três jogos tiveram que ser adiados após testes positivos para coronavírus – dois na semana 4, um na semana 5. Isso criou um efeito cascata de mudança de datas que já envolve 15 partidas. A NFL agora cogita criar uma semana a mais para realizar estes jogos ou até mudar o regulamento, inchando os playoffs, caso o problema aumente.

A alta de casos de covid-19 não é exclusividade da NFL, naturalmente. Com a proximidade do inverno no hemisfério norte, os Estados Unidos vivem novo aumento de contágio e já têm quase 10 milhões de casos de coronavírus. Trata-se do país com mais casos e mortes por covid-19 no mundo, com mais de 235 mil óbitos.

O “não” à bolha

Há alguns meses a NFL optou por não seguir o exemplo da NBA e descartou jogar a temporada em uma bolha, onde os atletas ficariam isolados do mundo exterior. A liga de basquete não teve um atleta sequer infectado nos três meses de jogos que organizou em um complexo da Disney, em Orlando; agora o futebol americano sofre com a Covid-19.

“Nós discutimos a bolha, mas temos que reconhecer que não há soluções perfeitas. A bolha não previne todas as infecções; simplesmente estar na bolha não nos mantém seguros”, alegou recentemente o comissário da NFL, Roger Goodell, ainda que o exemplo da NBA tenha sido perfeito. Goodell ainda disse ter tentado evitar que os jogadores de futebol americano fossem “sequestrados de suas famílias por três meses”.