“Não me cobro mais”, diz Shogun a semanas de despedida do UFC e aposentadoria
Curitibano se despede do UFC e do MMA em janeiro. Foto: Reprodução/Instagram Shogun Rua

Nome que marcou uma era no MMA mundial, o lutador Maurício ‘Shogun’ Rua se aproxima da sua despedida dos ringues e octógonos. O curitibano será uma das atrações do UFC 283, que acontece no dia 21 de janeiro, no Rio de Janeiro. Gratidão é a palavra de ordem para o atleta antes da sua última luta.

“Acho que o sentimento… estou feliz com essa luta, vai ser minha despedida, feliz que será no meu país, em casa. Sou grato ao UFC ser um dos mais antigos, estou há 15 anos, não tem alguém com tanta longevidade no UFC. Sentimento de felicidade”, declarou ele, em entrevista ao Combate.com.

Nesta despedida perante a torcida brasileira – o que gera uma “pressão extra”, admitiu Shogun – o adversário será o ucraniano Ihor Potieria, de 26 anos, um recém-chegado ao Ultimate. Por isso, na opinião do curitibano, a pressão está do lado rival. As cobranças por vitória e nocaute, de acordo com Shogun, ficaram para trás.

“Luto há 20 anos, comecei cedo e luto há muitos anos em alta performance. Sou um cara realizado por tudo que realizei na minha carreira (…). A maior pressão é dele. Estou focando em lutar e vencer, mas ele é um cara que entrou agora, eu estou encerrando, eu não me cobro mais. É dar o meu melhor”, sentenciou.

Cinturões no Pride e UFC

Criado na Academia Chute Boxe, ao lado de nomes como Wanderlei Silva, Anderson Silva, Murilo Ninja (seu irmão), José ‘Pelé’ Landy, dentre outros, Shogun abalou o mundo do MMA em 2005, ao conquistar o GP do Pride, evento japonês que rivalizava com o UFC na época. Com a compra por parte dos americanos, os principais atletas do Pride migraram para o Ultimate.

E foi assim que o curitibano construiu um cartel de 27 vitórias, um empate e 13 derrotas. Ele chegou ao topo dos Meio-Pesados do UFC, sendo o dono do cinturão do evento em 2010. Na carreira, ele derrotou alguns grandes nomes do MMA, como Quinton “Rampage” Jackson, Forrest Griffin, Chuck Liddell, Lyoto Machida, Alistair Overeem, Rogério “Minotouro”, Ricardo Arona, entre outros.

“Sou um cara realizado. A pior coisa é parar de fazer aquilo que você ama, não sou apegado à fama, sei que é uma coisa passageira. Final perfeito é a vitória. Ela tampa a dor, esconde tudo, o cansaço, o estresse, acho que vitória é o trabalho realizado”, comentou o lutador, que vem de duas derrotas no UFC.

No mesmo UFC 283, a luta principal valerá cinturão e terá no octógono o brasileiro Glover Teixeira, que tentará recuperar o título dos Meio-Pesados diante do americano Jamahal Hill. Outra luta muito aguardada será entre o brasileiro Deiveson Figueiredo, campeão peso-mosca, diante do campeão interino da divisão, Brandon Moreno, pela unificação do título.

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