Em uma cerimônia reservada, o corpo de Oscar Schmidt foi cremado na noite desta sexta-feira (17), em São Paulo. A decisão foi da família, que preferiu realizar uma despedida apenas para as pessoas mais próximas. Oscar, o maior ídolo da história do basquete brasileiro, morreu na tarde da sexta, em Santana de Parnaíba, na região metropolitana da capital paulista.
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Oscar Schmidt foi levado ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana após passar mal em casa, no bairro de Alphaville. Em nota oficial, a prefeitura de Santana de Parnaíba informou que ele “foi encaminhado ao hospital pelo serviço de resgate, já em parada cardiorrespiratória (PCR), chegando à unidade sem vida”.
A camisa preferida de Oscar Schmidt
Ainda no local, a família fez um pedido aos funcionários. Antes que o corpo de Oscar Schmidt deixasse o hospital, os familiares colocaram a camisa 14, da seleção brasileira de basquete. Foi o uniforme que consagrou o Mão Santa em quase vinte anos de sua carreira como atleta. E foi na seleção que o jogador conquistou seu grande título, o Pan-Americano de 1987, em cima dos Estados Unidos e jogando em Indianápolis.
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De Santana de Parnaíba, o corpo de Oscar Schmidt foi direto a uma capela em São Paulo, onde foi realizada uma rápida cerimônia e em seguida a cremação. Logo depois, no perfil oficial do jogador no Instagram, a família publicou um agradecimento ao carinho da população e pediu que fosse respeitada a privacidade neste momento. Veja a mensagem:
Trajetória
Oscar Schmidt foi, de longe, o maior ídolo do basquete brasileiro. Em mais de 25 anos de carreira, ele colecionou recordes (até hoje é o segundo maior pontuador da história do esporte, atrás apenas de LeBron James, e é o recordista de pontos nos Jogos Olímpicos) e encantou gerações de torcedores. Ao lado de Marcel, Gerson, Pipoka e Guerrinha, entre outros, formou a última grande seleção brasileira de basquete masculino.
Muito ligado ao país, mesmo tendo jogado grande parte da carreira na Itália, Oscar nunca aceitou jogar na NBA. No tempo em que ele foi procurado, ir para os Estados Unidos significaria abandonar a seleção brasileira. A idolatria fez o jogador virar até garoto-propaganda em Curitiba. Irmão do apresentador do Big Brother Brasil, Tadeu Schmidt, Oscar Schmidt tinha 68 anos e deixa a esposa Cristina e dois filhos.
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