(Fernanda Freixosa/Vicar/Divulgação)

O ex-piloto de Fórmula 1, atualmente na Stock Car, Rubens Barrichello, participou de uma transmissão ao vivo para o canal do jornalista Lito Cavalcanti, onde contou que Michael Schumacher possuía vantagens contratuais na Ferrari e que um dos momentos mais marcantes da sua carreira foi a ultrapassagem antológica em cima do alemão no GP de Hungaroring, na Hungria, em 2010.

“As pessoas falam ‘mas o Rubinho sabia o que ele tinha’, se você ler o meu contrato está explícito que não tem nada a mais para ninguém, no contrato do Michael já tava tudo escrito o contrário. Ele tinha todo o favorecimento. Então tudo bem, porque o cara era superior em velocidade e eu se tivesse em igualdade, conseguiria ser superior. Com o acerto do carro, você conseguia ser mais rápido, tinha pistas que eu descia o carro, em Silverstone andava mais rápido que ele. Tinham situações que se fosse totalmente abertas nós teríamos uma briga assídua.”

Barrichello ainda contou que esperou que a Ferrari oferecesse uma posição de igualdade e uma chance justa de disputa entre os companheiros de equipe, o que não aconteceu até o final de 2005. Em 2006 foi para a Honda, em busca de oportunidades e onde ficou por três temporadas.

O meu trabalho diário na Ferrari era que eles mudariam a mentalidade que com o tempo eles me dariam o que eu precisava, que era ter o apoio total deles. Não reclamava e ia lá vendo e fazendo, e quando não tinha uma coisa que era ao meu favor, trabalhava com a mentalidade de que iria mudar. Tanto que no final de 2005 não mudou e eu tive que mudar. Na vida quando a gente fica esperando e nada muda e você acaba mudando, vê que nada mais daquilo fazia sentido. Quando eu estava feliz fiquei, quando não estava sai.”

Rubinho ainda contou que um dos momentos mais prazerosos de sua carreira foi a ultrapassagem em cima de Schumacher no GP da Hungria em 2010, quando ele estava na Williams e o alemão na Mercedes e na reta dos boxes, Barrichello avançou para cima de Michael, que tentou o jogar contra o muro, mas não conseguiu e sofreu uma das viradas mais lembradas da modalidade e quem vingou o GP da Áustria em 2002, onde foi obrigado a ceder a vitória para o alemão, ficando marcado pela narração do “hoje não, hoje não, hoje sim” de Cleber Machado.

“Eu tirei o pé para deixar o Schumi pra passar na Áustria, acham que foi covarde, acham que eu ganhei dinheiro, acham uma série de coisas que não são verdade. Então uma prova que me marcou, porque ali não tinha ninguém que me falasse ‘não faça isso’, foi na Hungria em 2010, quando eu vi ele saindo do box ‘taí tua chance’. Foi pela décima colocação e aquele dia eu não iria tirar o pé nem aqui e nem depois de bater no muro.”