Neymar queria ver Messi em campo no clássico. (Lucas Figueiredo/CBF)

O atacante Neymar lamentou a ausência de Lionel Messi, seu amigo e ex-companheiro de Barcelona, no amistoso entre Brasil e Argentina, nesta terça-feira, no estádio The King Abdullah Sports City, em Jeddah, na Arábia Saudita. Após a decepcionante campanha na Copa do Mundo da Rússia, o argentino pediu para não ser mais convocado até o final do ano e já desfalcou o seu país em outros três jogos – contra Guatemala, Colômbia e Iraque.

“Para quem é amante de futebol, ter Messi fora de um jogo como esse é ruim. Mas para nós, é bom. Sempre ressaltamos a qualidade da Argentina, dos jogadores que existem na seleção argentina hoje. É um jogo muito difícil, temos que fazer nosso papel, nosso trabalho, e é sempre gostoso de jogar. Favoritismo não existe”, disse Neymar em entrevista coletiva nesta segunda-feira

No amistoso desta terça-feira, Neymar poderá ter novos companheiros em campo, pois o técnico Tite deverá promover seis mudanças no time que venceu a Arábia Saudita por 2 a 0, na última sexta. “Se trata de Brasil e Argentina, então você tem que respeitar muito essas duas seleções porque há jogadores de sobra. Hoje a Argentina está com Dybala, que é um jogador que gosto muito. Então, a gente precisa estar ligado”.

“Brasil e Argentina é difícil… O que você espera é que seja um jogão. Da nossa parte, a gente vai entrar para vencer. A gente gosta de vencer. Mas, quando se fala de Brasil e Argentina, é um clássico, eles vão querer vencer também. A gente quer fazer nosso papel e está trabalhando”, completou Neymar.

Mais uma vez o atacante foi perguntado sobre seu estilo de jogo tanto na seleção quanto no Paris Saint-Germain. “Acho que, dependendo da ocasião, pode ser necessário mudar um pouco o posicionamento, mas não sou eu que mudo, e sim o treinador. No Paris, venho jogando mais centralizado e, aqui, o professor Tite me dá mais liberdade, não só para ficar no meio, mas também aberto na ponta. Com o passar dos anos, o jogador vai buscando seu melhor posicionamento, por causa de velocidade… Faz parte do futebol, mas acho que ainda tenho gás para dar”.

Auxiliar de Tite na comissão técnica, Sylvinho foi só elogios a Neymar. “Ele está tranquilo. Tenho essa facilidade de entrar no vestiário e canso de falar com o Tite: ‘O Neymar é demais como atleta, um ponto fora da curva’. Todos nós temos dificuldades, mas é prazeroso trabalhar com ele. Deixa ele assim”.