Paulo César Silva: "O Paraná não dá calote"


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Após uma semana conturbada, o Paraná conseguiu quitar os salários atrasados com todos os jogadores do elenco. Em entrevista exclusiva à rádio Banda B, o assessor de futebol do clube, Paulo César Silva, falou sobre o final feliz nessa crise financeira e criticou alguns setores da imprensa, que trataram com sensacionalismo essa difícil situação que o Tricolor enfrentou.

“O Paraná não dá calote em ninguém, pelo menos essa direção, e foi o que aconteceu. Houve um murmúrio, porque a gente tinha combinado com os atletas de ir um grupo de 7 de manhã, outro às 14h e mais um às 16h, porque você senta com o jogador e explica o que você está pagando. Tem jogador que a gente pagou coisas de 2009, que não é dessa diretoria, mas a gente manteve a palavra do ex-presidente. Só que foram todos ao mesmo tempo, e aí houve confusão, foi a primeira vez na vida que eu vi a imprensa ir cobrir pagamento, tinha repórter lá querendo filmar até cheque do jogador”, disse.

Paulão disse que foi quitado todos os salários atrasados e já combinado o pagamento do 13°. Além disso, ele deixou clara qual será a política adotada no clube a partir de 2011: Não gastar aquilo que não tem. “Não quer dizer que não vamos montar time para ser campeão, muito pelo contrário, o torcedor paranista está acostumado a estar nas cabeças dos campeonatos e não brigar para não cair. Isso não pode mais acontecer”, completou.

De acordo com o dirigente, o Tricolor vai contratar jogadores dentro de uma filosofia de pagamento que o clube possa manter. “É isso que precisa o Paraná, e é o que vai acontecer a partir de 2011”, afirmou Paulão, que também negou qualquer possibilidade do presidente Aquilino Romani ser deposto do cargo, como foi especulado durante a semana.

“O presidente do clube, o Aquilino, é uma pessoa muito correta e séria. Ele pode não ter tanta experiência no futebol, mas eu entendo que ele só vai sair do Paraná quando ele quiser. Não acredito que alguém vai tentar derrubá-lo, e eu vou estar ao lado dele. Não há motivo para isso. Ele foi um cara de palavra e disse para os jogadores “vou pagar” e pagou. Isso não é mérito nosso, mas a obrigação foi cumprida”, afirmou.

Ainda sobre esse assunto, o assessor de futebol negou o retorno de Durval de Lara Ribeiro, ex-dirigente paranista, apontado por muitos como grande responsável pela atual situação financeira ruim do Paraná: “Se ele quer voltar, que venha então o Vavá e a tropa dele, o Paraná está aberto. É bom que eles venham para cobrir o rombo que deixaram no clube. Aquele pessoal que dirigiu o clube antes de nós devem voltar pra cá, porque nós estamos pagando dívidas deles”.

Paulão não quis revelar o nome do empresário que ajudou o Tricolor a quitar os salários essa semana, mas disse que vai acontecer uma reunião com outros empresários paranistas ainda nesta quinta-feira. “Qual empresário vai investir num clube que fica devendo salários, direitos de imagem, que teve um presidente afastado? Agora eles perceberam que existe uma diretoria séria, voltada ao Paraná Clube. Por isso solicitaram a nossa presença nessa reunião e nós vamos colocar nosso planejamento e a verba que precisamos para montar um time competitivo”, explicou.

Por fim, o dirigente explicou que a diretoria não podia conversar sobre renovações de contrato enquanto não quitassem as dívidas com o grupo. E revelou que o primeiro passo é conversar com o goleiro Juninho, que tem contrato até dezembro de 2010, mas que estaria bastante interessado em permanecer no Paraná na próxima temporada.

“Ee tem uma intenção enorme de ficar, se identificou com o Paraná, com a torcida. Mas eu disse pra ele que não vou fazer loucura pra renovar um contrato que não possa pagar, que ele pode merecer 3, 4 vezes mais, mas o clube vai fazer uma proposta dentro do que pode pagar. E ele gostou da proposta e vai ser pago em dia. Ele tá super animado, e amanhã vamos ter uma reunião com o Aquilino, o Guto, ele, a esposa dele e aí poderemos ter o fechamento do contrato para 2011”, finalizou.

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