Para Geara, ebulição política atrapalha gestão atual do Furacão


Ainda em crise dentro de campo, os bastidores políticos do Furacão também não andam muito bem das pernas. No último dia 05, os vice-presidentes do clube, Ênio Fornea e Yára Eisenbach se desligaram do Atlético alegando motivos profissionais. A suspeita de racha na diretoria se espalhou, já que Fornea era um dos preferidos de Malucelli para as eleições que acontecem no fim do ano. Na reunião desta segunda-feira, Henrique Gaede e Diogo Fadel foram escolhidos para substituir os dirigentes.

“É muito precipitado falar agora em eleições. Não é bom para o clube que se antecipe esse processo, pode criar muita confusão”, adianta Gláucio Geara, em participação no Balanço Esportivo desta terça-feira (26). Fácil mesmo é falar de cifras, já que a atual administração do clube herdou uma dívida de R$ 18 milhões e a transformou em um superávit de R$ 6 milhões. Realidade financeira tranquila que não foi refletida em bons resultados em campo mesmo com contratações caras como Guerrón e Santiago “Morro” García.

“Claro que essa agitação política externa prejudicou nossa gestão, claro que erramos em alguns pontos, mas é uma boa gestão”, defende Geara, destacando a pontualidade no pagamento de salários no clube, mas sem deixar de esconder as consequências da ebulição política do Furacão. “Eu acho difícil que haja um entendimento entre Malucelli e Petraglia, porque houve muita mágoa e confusão entre os dois”, finalizou.

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