Atlético e Coritiba se enfrentavam pela primeira vez na Taça BH de futebol júnior, a segunda maior competição do país nas categorias de base. O Verdão nunca tinha passado das semi-finais da competição, enquanto o Furacão era bi-campeão (1996 e 2006) e disputaria sua quinta decisão de título (em 1991 e 2003 foi vice-campeão). O principal clássico do futebol paranaense teria a chance de sagrar o campeão da Taça BH de 2010. As duas equipes fizeram boa campanha no torneio, marcando muitos gols e prometendo uma final disputadíssima.
O início do jogo apresentou um domínio atleticano em campo, que estava armando com três atacantes, dificultando a marcação do rival. Até os 20 minutos, o Furacão era muito superior, tanto que abriu o placar logo aos 8 minutos, com Bruno Furlan acertando um belo chute cruzado da esquerda. E o rubro-negro podia até ter ampliado o placar, mas Rafael Martins fez boa defesa em arremate de Edigar Junior. O Atlético seguia marcando bem e não dava espaço para o Coritiba atacar. Nas poucas oportunidades que o time alviverde criava jogadas de gol acabava pecando nas finalizações.
O Coritiba errava muitos passes no meio-campo e cedia vários contra-ataques para o adversário. O Atlético, além de se aproveitar das oportunidades dadas pelo rival, criava muito pelo lado esquerdo, com Héracles e Bruno Furlan, os dois muito bem no jogo. Como o Furacão marcava muito bem, o Verdão não encontrava espaços no campo e o nervosismo dos atletas alviverdes era visível e aumentava com o passar do tempo. Tanto que a primeira boa finalização do time de Marquinhos Santos foi aos 28 minutos, em bom chute de Jânio, que Leonardo defendeu com tranquilidade.
Com pouco mais de 30 minutos do primeiro tempo, o jogo foi esquentando e o árbitro teve que alcamar os ânimos dos atletas. Os dois treinadores mexeram nas equipes. Marcos Antônio se lesionou e deu lugar a Danilo no lado atleticano. Marquinhos Santos optou por uma mudança de ordem técnica: tirou Gustavo para entrada de Wesley. Nos minutos finais, o Coritiba chegou a ensaiar uma reação, lançando mais bolas para a área, mas não havia tempo suficiente, e a etapa inicial terminou com vitória parcial do Furacão.
O Coritiba voltou melhor para o segundo tempo e passou 10 minutos pressionando o Atlético, que se segurava muito bem na defesa, mantendo a boa marcação do primeiro tempo. Até que, aos 19 minutos, Danilo cometeu dura falta em Tatuí e recebeu o vermelho direto, deixando o Furacão com um a menos para tentar manter o resultado favorável. A partir daí o rubro-negro se fechou, e o Verdão foi pro tudo ou nada. Depois dos 25 minutos, o clássico ficou um pouco mais equilibrado, porque o Coxa diminiu o ritmo e o adversário administrava a vitória.
Mas a peristência alviverde valeu a pena: aos 31 minutos, Andrezinho cabeceou no canto direito de Leonardo, sem chance de defesa, para empatar a partida e levar a decisão para os pênaltis. E a partir daí só deu Verdão em busca da virada. O Atlético era todo defensivo. E assim o jogo seguiu até os 49 do segundo tempo. Assim, as equipes foram definir os batedores das penalidades. De acordo com a regra da Taça BH, seriam cobrados quantos pênaltis forem necessários para se ter um campeão.
Na cobrança das penalidades, Lucas Sotero, Héracles, Edgar e Renato converteram para o Furacão, mas Tomas mandou para fora a última cobrança. Enquanto isso, o Verdão marcou as cinco vezes, com Andrezinho, Rafael Lucas, Tatuí, Jânio, e Dudu, que selou a vitória alviverde por 5 a 4 e o título inédito da Taça BH vai para o Alto da Glória.