Foto: Geraldo Bubniak/AGB

Os clubes do Campeonato Brasileiro estudam adotar as medidas contempladas por uma Medida Provisória (MP), editada pelo Governo Federal, que permite, entre outras coisas, a diminuição de 50% nos encargos trabalhistas em caso de rescisão contratual de atletas.

O representante dos times da segunda divisão e presidente do Paraná, Leonardo Oliveira, conversou com a Banda B e trouxe detalhes do que a categoria tem discutido sobre o tema.

“O que tem se pedido é o pagamento de 50% do valor restante devido. Hoje, quem rompe um contrato na metade, é obrigado a pagar 100% do que resta. Por exemplo: em um acordo firmado por dez meses, o clube rescinde no sexto mês e é obrigado a quitar os outros cinco na totalidade. Isso gera um endividamento enorme a todos os clubes”, afirmou à reportagem.

“O pedido é que seja pago metade dessa quantia, porque nesses moldes atuais o jogador acaba ‘sentando no contrato’ e perde uma evolução na carreira por ter essa estabilidade sem ser contestada”, contestou o presidente paranista.

PROFUT

Segundo ele, a MP também  aborda outro ponto fundamental para a sobrevivência financeira do futebol brasileiro durante a pandemia: a suspenção momentânea do pagamento das parcelas do PROFUT, programa criado em 2015 pelo governo federal, que renegocia dívidas fiscais dos clubes.

“A proposta é que se segure o pagamento das parcelas PROFUT para quando tudo isso acabar. Não queremos isenção nenhuma, mas que elas sejam prorrogadas, pois os times tem pago as despesas do dia-a-dia e solucionado dívidas do passado. Essa é a realidade de 90% dos times”, completou.