O Atlético, de cara nova, com muitas mudanças, entrou em campo para enfrentar o Cruzeiro disposto a começar uma vida nova no Brasileiro. Mas não foi o que aconteceu. Mesmo jogando bem, o Furacão falhou em momentos cruciais e viu o Cruzeiro vencer por 2 a 0 em plena Arena da Baixada. A derrota coloca o rubro-negro novamente na zona do rebaixamento.

O Atlético começou muito bem no jogo e, até os 15 minutos, o domínio era todo rubro-negro, que marcava bem a saída de bola do adversário e, por isso, conseguiu chegar quatro vezes ao gol de Fábio. O Cruzeiro, por outro lado, finalizou duas vezes com perigo. Apesar das duas equipes adotarem o mesmo esquema tático, o Furacão era melhor em campo, não dando muito espaço para o time mineiro jogar.

Aos 6 minutos, Bruno Mineiro cruzou para Alex Mineiro que, dentro da pequena área, deixou a bola passar na cara de Fábio. Aos 10, a resposta da Raposa: Thiago Ribeiro apanhou rebote da entrada da área e bateu forte exigindo boa defesa de Neto. Nove minutos depois, mais um bom lance para o Cruzeiro, com chute de primeira de Roger que passou à esquerda do gol atleticano.

O Cruzeiro conseguiu equilibrar as ações depois dos 15 minutos e criou três boas jogadas, todas pelo lado direito com Thiago Ribeiro em cima de Jean, que não se mostrava um bom marcador. Apesar de ter perdido um pouco da posse de bola, o Atlético jogava bem e tinha as melhores oportunidades de gol. Inclusive chegou a marcar aos 21 minutos, mas o árbitro anulou o gol de Bruno Mineiro alegando impedimento inexistente no toque de Alex Mineiro para o companheiro.

O tempo ia passando e o primeiro tempo seguia bem movimentado, com chances dos dois lados e rápidos contra-ataques. O Atlético acertava ao tocar mais a bola no chão, ao invés de dar os tradicionais chutões da defesa direto para o ataque, e isso beneficiou a equipe, que jogou bem durante os 45 minutos iniciais, assim como o adversário, formando um confronto marcado pelo equilíbrio até o fim.

Depois dos 30 minutos, o Furacão ainda assustou com chutes de Jean e de Bruno Mineiro. Com 33 minutos, quase que sai o primeiro gol do jogo. Paulo Baier recebeu na área, driblou Fábio, mas o goleiro se recuperou e espalmou o chute do camisa 10 para escanteio. Alex Mineiro foi um dos destaques da etapa inicial. Participativo, ele tocava, finalizava e chamava a marcação para si. Só faltou o gol!

O único erro que o Atlético cometia era falhar na marcação pelo lado direito do ataque mineiro. Tanto que a equipe acabou castigada aos 46 minutos do primeiro tempo. Thiago Ribeiro cruzou bem da direita, Wellington Paulista subiu livre e cabeceou no canto esquerdo de Neto: 1 a 0 Cruzeiro e fim da etapa inicial sob vaias da torcida rubro-negra.

Tentando consertar o lado esquerdo de sua equipe, Carpegiani tirou Jean e Vítor para colocar Branquinho e Eli Sabiá. Com isso, Paulinho voltou a sua posição de origem, a lateral esquerda, e Branquinho fazia a meia esquerda. E a etapa final começou com pressão total do Atlético. Foram três oportunidades claríssimas de gol, com Bruno Mineiro, aos 7, e Alex Mineiro duas vezes, aos 9 e aos 10 minutos.

O Cruzeiro não conseguia sair do seu campo de defesa, enquanto o Furacão bombardeava a zaga adversária. Aos 13, Fábio interceptou bom cruzamento de Wagner Diniz. Um minuto depois, Bruno Mineiro desperdiçou mais uma oportunidade de empatar. O jogo era bom, movimentado e com amplo domínio rubro-negro, o que animou a torcida, que voltou a jogar junto com a equipe.

A equipe mineira chegou apenas em rápidos contra-ataques, como em chute de Thiago Ribeiro, aos 18 minutos, e em cobrança de escanteio aos 19, bem cortada pela zaga paranaense. Mas o Furacão seguia dominando o jogo, com mais posse de bola e finalizando mais, apesar de apresentar um verdadeiro festival de gols perdidos. Branquinho, aos 24 minutos, e Wagner Diniz, aos 28, quase empataram.

O Atlético seguia atacando, só que cada vez com mais nervosismo e desespero e menos objetividade. O Furacão teve dois gols anulados por impedimento, de Rhodolfo e Thiago Santos, mas dessa vez as marcações foram corretas. Fábio, em grande noite, fazias sucessivas defesas difíceis, impedindo o empate atleticano.

O Furacão lutava, mas não conseguia balançar as redes. Algumas falhas de marcação geravam contra-ataques do Cruzeiro. E, na única boa chance que criou, a equipe mineira marcou o segundo gol e liquidou a partida. Robert recebeu na área e tocou com categoria na saída de Neto: 2 a 0 aos 41 minutos.

A partir disso, muitos torcedores deixaram a Arena da Baixada. O Atlético sentiu o gol e nada mais fez até o apito final. O Cruzeiro, por outro lado, apenas administrava a grande vitória conquistada fora de casa. O Furacão pagou caro por ter desperdiçado tantas oportunidades de gol e volta para a zona do rebaixamento, mesmo jogando bem.

FICHA TÉCNICA

ATLÉTICO
Neto, Wagner Diniz, Manoel, Rhodolfo e Jean (Branquinho/intervalo); Fransérgio, Vitor (Eli Sabiá/intervalo), Paulo Baier e Paulinho; Bruno Mineiro e Alex Mineiro (Thiago Santos 22’/2ºT)
Técnico: Paulo César Carpegiani

CRUZEIRO
Fábio, Jonathan, Gil, Caçapa e Diego Renan; Fabrício, Henrique, Roger (Marquinhos Paraná, 27’/2ºT) e Gilberto (Fabinho, 37’/2ºT); Thiago Ribeiro (Robert, 27’/2ºT) e Wellington Paulista
Técnico: Cuca

Data: 14/07/2010
Local: Arena, Curitiba
Árbitro: Wilson Luis Seneme (Fifa-SP)
Auxiliares: Vicente Romano Neto (SP) e Dante Mesquita Júnior (SP)
Público: 13.952 pessoas/ Renda: R$ 190.340,00
Cartões amarelos: Manoel (CAP); Roger (GRE);
Cartões vermelho: –
Gol: Wellington Paulista, 46’/1ºT (0-1); Robert, 41’/2ºT (0-2).

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