As duas semanas mais importantes da temporada do Paraná Clube
Foto: Geraldo Bubniak /AGB

Apesar de todos os indícios favoráveis, o Paraná Clube já vive um drama neste início de temporada de 2022. Exatamente um mês depois de estrear no Campeonato Paranaense, o desempenho no torneio é pífio. Quatro pontos em nove jogos, chance zero de classificação e a briga será apenas contra o rebaixamento no Estadual.

O time paranista depende apenas das suas forças para escapar da degola, já que enfrenta dois concorrentes diretos (União Beltrão e Rio Branco). Por isso, ainda em fevereiro, as duas próximas semanas serão as mais importantes da temporada.

Para começar, o desempenho ruim no Campeonato Paranaense já tirou a chance do Paraná disputar a Série D do Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil de 2023. Por conta das quedas recentes, dificilmente o clube conseguirá entrar pelo ranking na Copa do Brasil. Mas isso é o de menos. E ao você pode se perguntar: será que tem como piorar? Sim, tem!

Uma queda para a Divisão de Acesso do Campeonato Paranaense e um insucesso na busca pelo acesso à Série C na disputa da Série D deste ano fará com que o Paraná, em 2023, tenha apenas três meses de calendário. Se esse desastre acontecer, o clube teria apenas competições nacionais para jogar em 2025, caso obtivesse sucesso nas suas empreitadas.

Correr riscos

A situação é caótica. O momento não é de apontar dedos. O presidente Rubens Ferreira Silva, o Rubão, não fez isso. Em um vídeo divulgado nos canais oficiais do clube, se eximiu da culpa do insucesso do time em campo. A culpa é de todos. Rubão é o presidente. Ele tem a caneta e, junto com seus pares de diretoria, definiu o orçamento para o início da temporada.

Rubão sempre faz questão de falar que vem do mundo financeiro. Mas administrar um clube de futebol não se trata de uma ciência exata. É preciso correr riscos. Ou do que vai adiantar brecar essa ou aquela contratação se em 2024 o Paraná não tiver um calendário robusto para disputar? Os quase 5 mil sócios que o clube tem agora vão virar pó. E aí, como o clube vai se manter? É questão de lógica.

Mas como disse, o momento não é de apontar culpados. A “bronca” está aí. Serão duas semanas extremamente decisivas. No meio do caminho desses dois jogos, tem o duelo decisivo contra o Pouso Alegre-MG, pela Copa do Brasil. A passagem de fase no torneio nacional vale R$ 700 mil, mas será que o foco tem que ser mesmo essa competição? No geral, o que seria pior? Não passar de fase na Copa do Brasil ou ser rebaixado à Segunda Divisão do Paranaense?

Superação na Vila

Erros aconteceram, desde a montagem do elenco até o planejamento durante a pré-temporada. O tempo a mais de treinos desde dezembro foi mal utilizado. Assim, o Paraná tem quase um time todo no departamento médico. Para um clube que tem dificuldades financeiras e não tem peças de reposição a altura, isso explica um pouco da campanha ruim até o momento.

Independentemente do que acontecer nessas duas semanas, a reavaliação de todo o trabalho precisa ser feito. Comissão técnica, LA Sports, departamento de futebol e diretoria. É preciso ter o senso crítico necessário para que alguns erros não sejam cometidos na sequência do ano. O certo é que o time será bem reforçado para a Série D. E estará na competição nacional a salvação do calendário paranista de 2023.