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Apesar da aprovação pelos deputados do Paraná, a venda de cerveja não irá acontecer no Atletiba, clássico marcado para o próximo domingo (10) na Arena da Baixada, em rodada válida pelo Campeonato Brasileiro. Isso se deve ao fato de o projeto ter chegado apenas nesta segunda-feira (4) à Casa Civil do Governo do Estado, o que deve adiar a decisão de sanção ou veto para após o feriado prolongado de 7 de Setembro. Até esta terça-feira (5), o governador Beto Richa não havia se pronunciado publicamente se pretende sancionar ou vetar a matéria.

A volta da cerveja para os estádios do Paraná é marcada por expectativa entre os torcedores. Nas redes sociais, torcedores de Atlético e Coritiba já davam como certa a venda no domingo.

O texto aprovado pela Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) prevê que apenas cerveja e chope poderão ser comercializados nas praças esportivas, sendo proibidas, portanto, demais tipos de bebidas alcoólicas, sejam elas destiladas ou fermentadas. Há previsão, entretanto, de que 20% das cervejas disponibilizadas para o público sejam de origem artesanal e de produção paranaense. A comercialização ocorrerá desde a abertura dos portões de acesso ao público até o encerramento do evento esportivo, apenas em copos plásticos descartáveis, autorizada tão somente a substituição por copos promocionais de plástico ou de papel. Os locais de venda serão fixos e definidos pelo gestor responsável pela praça esportiva, e as embalagens metálicas e de vidro também deverão permanecer inacessíveis, no interior dos pontos de venda.

Contrário à aprovação, o Ministério Público do Paraná (MP-PR) já declarou que espera um possível veto. “Mantendo posição já manifestada em março passado, o MPPR é contrário à iniciativa, em função da inconstitucionalidade do PL, que fere o Estatuto do Torcedor e extrapola a competência privativa da União e dos Estados de, concorrentemente, legislarem sobre produção, consumo e desporto. (…) Acolhendo o mesmo argumento – ofensa ao Estatuto do Torcedor –, os governadores do Mato Grosso, Alagoas, Pará e Rio Grande do Norte vetaram projetos similares ao que tramita na Assembleia Legislativa do Paraná”, informou em nota.