A súmula da final da Taça Paraná 2025, disputada entre Capão Raso e Trieste, no Estádio José Carlos de Oliveira Sobrinho, em Curitiba, detalha a confusão generalizada que encerrou o confronto sem definição de campeão. No documento, a equipe de arbitragem registra múltiplas expulsões, invasão de torcedores e a suspensão da decisão por pênaltis.
+ Confira todas as notícias do futebol paranaense na Banda B!
O relatório confirma que a confusão teve início durante a disputa das penalidades, no momento em que o Trieste se preparava para a quinta cobrança. Um atleta reserva do Capão Raso deixou o banco e entrou no campo de jogo.
+ Esposa de ex-Coritiba revela fraturas e alta por conta após confusão na Taça Paraná
Segundo a arbitragem, o jogador dirigiu ofensas verbais ao atleta Jair, do Trieste, antes de atingi-lo com uma peitada pelas costas, mesmo após tentativa de contenção por parte do árbitro assistente.
Súmula registra expulsões em massa após briga generalizada na Taça Paraná
Após esse episódio, jogadores titulares, reservas e membros das comissões técnicas de ambas as equipes se envolveram em uma briga generalizada, com registro de socos, empurrões, chutes, voadoras e agressões a atletas que estavam caídos no gramado. A súmula aponta que a confusão teve duração aproximada de dois minutos.
+ Jogadores agredidos durante confusão na final da Taça Paraná recebem alta
Em razão da falta de segurança e da invasão de torcedores, que agravou ainda mais o cenário, a arbitragem informou que não foi possível apresentar os cartões vermelhos em campo naquele momento, realizando posteriormente o registro das punições no documento oficial.
Ao todo, foram anotadas 19 expulsões no confronto, sendo:
- 11 atletas do Capão Raso, além de um membro da comissão técnica;
- 6 jogadores do Trieste, além de um integrante da comissão técnica.
+ Cenas fortes: jogador deixa o campo carregado, ex-Coritiba desmaia e Trieste atualiza situação
As expulsões foram registradas com base em agressões físicas, tentativas reiteradas de agressão e participação ativa na confusão generalizada, conforme descrito de forma individualizada na súmula. Além dos cartões aplicados em razão da briga, o documento também registra uma expulsão por segundo cartão amarelo ainda durante o tempo regulamentar.
Capão Raso apresenta ofício solicitando policiamento
A falta de policiamento no estádio facilitou a confusão generalizada, quando torcedores invadiram o gramado e foram para cima dos jogadores. Segundo a súmula, o Capão Raso solicitou a presença da Polícia Militar, que levou uma única viatura ao local, mas que foi embora antes do início da partida para atender uma ocorrência. Além disso, somente 15 minutos após a briga começar é que o reforçou chegou em peso.
“Logo após o início da confusão, o delegado da partida, Sr Ernaldo Melek fez contato com a Polícia Militar, solicitando a presença do policiamento no estádio. Aproximadamente cerca de 15 minutos após o início do confronto entre atletas, e em seguida a invasão dos torcedores, o policiamento chegou ao estádio, observamos inicialmente uma viatura e posteriormente a chegada de mais viaturas com cerca de 20 Policiais Militares e sob o comando do Tenente Avelar”, diz a súmula.
“Relato que a equipe mandante apresentou ao delegado ofício protocolado junto a Policia Militar solicitando policiamento para a partida. Relato ainda que uma viatura da Polícia Militar estava presente no estacionamento do estádio durante o início da partida, mas que se ausentou ainda nos primeiros minutos de jogo, segundo informado pelos policiais ao delegado da partida, para atender a uma ocorrência”, completa o texto.
Taça Paraná termina em confusão, briga generalizada nos pênaltis e invasão de torcedores
Antes da confusão, a final transcorria normalmente. O Capão Raso abriu o placar no primeiro tempo, e o Trieste chegou ao empate ainda na etapa complementar. Com o 1×1 mantido até o fim do tempo regulamentar, a decisão foi levada para a disputa de pênaltis.
Durante a confusão entre atletas, torcedores do setor destinado à torcida mandante invadiram o campo, acessando o gramado por um portão lateral e também pulando o alambrado. Na súmula, a arbitragem relata ainda que parte dos jogadores do Trieste deixou o campo pulando o portão lateral do estádio e que imagens externas mostram atletas carregando um companheiro de equipe aparentemente desacordado até um veículo fora do estádio.
+ Siga nosso canal no YouTube! O Esporte Banda B tá on!
Diante da gravidade dos fatos, da invasão de torcedores e da ausência de condições de segurança, a arbitragem decidiu suspender definitivamente a disputa de pênaltis, mesmo após a chegada do policiamento ao local. A súmula registra que a Polícia Militar chegou ao estádio cerca de 15 minutos após o início da confusão.
