Um dos três suspeitos de cometer atos racistas no clássico Atletiba se apresentou à Delegacia Móvel de Atendimento a Futebol e Eventos (DEMAFE) nesta segunda-feira (26). Segundo ele e os advogados, o gesto não foi racista e sim uma menção ao “corpo forte” de um torcedor rival.

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Segundo o delegado Luiz Carlos de Oliveira, o homem afirmou que não cometeu atos racistas e além disso, alegou ser de origem negra. Ele é um dos suspeitos que aparece ao lado de uma criança nos vídeos registrados.

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“Hoje nós tivemos oitivas desse rapaz, que alegou que não é racista e é de origem negra. Ele simplesmente falou para ‘balançar as tetas’, segundo ele. Eu não posso falar a respeito de probabilidades, mas os fatos estão aí…”, afirmou o delegado.

Suspeito e advogados alegam que foi uma “menção ao corpo”

O advogado Luiz Cláudio Falarz afirmou que o suspeito não é sócio do clube e também não faz parte de nenhuma torcida organizada. Segundo ele, o homem apenas fez um gesto para um torcedor do Coxa que “era mais forte”.

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“Ele é aquele rapaz que está de boné juntamente com o filho, né? (…) Após o jogo houve aquelas brincadeiras entre entre as torcidas e ele fez um gesto aos torcedores do Coritiba. Esse gesto não foi ato de racismo, e sim, como esse torcedor do Coritiba é mais fortinho, ele fez menção ao corpo da pessoa, assim que era mais forte e não foi o gesto de racismo e sim que ele é mais forte. Infelizmente ele confundiu com o ato de racismo, mas não foi”, afirmou o advogado.

Três casos de racismo no último Atletiba

Com ajuda das câmeras de segurança da Arena da Baixada, disponibilizadas pelo Athletico, a Polícia Civil do Paraná (PCPR) conseguiu identificar os três suspeitos de cometer atos racistas no clássico do dia 17 de janeiro. Um deles prestou depoimento nesta segunda-feira, o outro será ouvido nesta terça-feira (27) e o terceiro é um jovem, que será conduzido à Delegacia do Adolescente.

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Delegado Luiz Carlos de Oliveira comanda as investigações. Foto: Ernani Ogata/Código 19