Jorginho durante a Copa do Mundo de 1994. (Wilson Carvalho/CBF)

Com a paralisação do futebol mundial devido à pandemia do novo coronavírus, as emissoras de televisão apostam em reprises de jogos históricos para manter a atenção do torcedor. Desta vez, a aposta é na conquista do tetracampeonato na Copa do Mundo de 1994. A final contra o Itália, com Roberto Baggio perdendo o pênalti, é o momento mais lembrado daquele título, mas a campanha também teve outras histórias importantes.

Uma delas é a vitória na semifinal por 1 a 0 sobre a Suécia. O lateral Jorginho, que deu assistência para o gol de cabeça de Romário, relembrou o momento com muito carinho. “É emocionante. Eu tive a oportunidade de comentar o jogo com a Suécia [na transmissão do Sportv], quando dei aquele cruzamento para o Romário, e chega a algumas conclusões assistindo. Nosso time jogava demais. Eu fico feliz por hoje muitos comentaristas, repórteres, a imprensa de uma maneira geral, reconhecem que a nossa equipe era sensacional”, disse, em entrevista à Banda B.

“Era um nível técnico tão grande, a equipe era organizada e equilibrada. É muito bom rever isso com o olhar diferente que tenho hoje. É um olhar de treinador, de comentarista. É muito diferente analisar com a cabeça que tenho hoje. Além de toda a parte tática e técnica, eu percebo que aquela equipe tinha um diferencial que é o comprometimento”, acrescentou o hoje treinador.

Principal nome do tetra, Romário nunca escondeu que não gostava de treinar. Porém, a histórica foi diferente durante a Copa do Mundo de 1994. De acordo com Jorginho, o atacante “treinava o que era importante para ele” e era um dos primeiros a entrar no ônibus para os treinamentos e jogos.

“Eu era presidente da caixinha deste grupo, o primeiro a entrar no ônibus. O Romário era o segundo a chegar. Todo mundo fala que o Romário não treina, não gostava de treinar, mas é mentira. Ele treinava o que era importante para ele. Era tão importante para a gente que o Romário sempre era o segundo a chegar. Isso mostra o nível de comprometimento daquele grupo, como sofreu com a derrota de 1990 e aprendeu muito para 1994”, contou Jorginho.