Neymar e Weverton foram os principais nomes da conquista brasileira. (Leonardo Benassatto/Estadão Conteúdo)

O dia 20 de agosto de 2016 ficará marcado para sempre na história do futebol brasileiro. Há um ano, a seleção comandada por Rogério Micale conquistou o ouro inédito nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro com uma campanha invicta que terminou na vitória nos pênaltis sobre a Alemanha, em pleno estádio do Maracanã completamente lotado.

Priorizando a medalha olímpica, a seleção brasileira optou por deixar Neymar de fora da convocação na Copa América para jogar a competição no Rio de Janeiro e começou como o grande favorito para o ouro. Em relação aos convocados, o goleiro Fernando Prass lesionou o cotovelo dias antes da estreia e Rogério Micale chamou Weverton, do Atlético, para assumir a camisa 1.

A campanha do Brasil começou com dois tropeços para as fracas seleções de Iraque e África do Sul, o que gerou muita preocupação para os torcedores que acreditavam no ouro olímpico com muita tranquilidade. Para melhorar o desempenho, Micale tirou Felipe Anderson e colocou Luan para formar o quarto de ataque com Neymar, Gabriel e Gabriel Jesus. A mudança surtiu efeito logo na primeira partida com a vitória sobre a Dinamarca por 4 a 0.

Classificado em primeiro lugar, a seleção brasileira foi para as quartas de final confiante para um bom desempenho e teve sua melhor atuação desde a estreia na vitória sobre a Colômbia por 2 a 0, na Arena Corinthians. Já na semifinal, uma tranquila goleada por 6 a 0 sobre Honduras para carimbar a vaga na decisão contra a Alemanha.

Na partida decisiva, o Brasil abriu o placar com Neymar, em cobrança de falta, mas sofreu o primeiro gol durante toda a Olimpíada marcado por Meyer no segundo tempo. Já nos pênaltis, as duas seleções acertaram as quatro primeiras cobranças e Weverton se tornou o grande herói ao defender a penalidade de Peterson. Na sequência, Neymar teve muita calma para colocar o time brasileiro na história dos Jogos Olímpicos.