Jogo preparatório da Seleção Feminina Principal no Morumbi (Mariana Sá/CBF)
Por Leandro Silveira

Com uma grande atuação no primeiro tempo, quando marcou seis vezes, a seleção brasileira feminina massacrou o Equador por 8 a 0, nesta terça-feira, em amistoso disputado no Morumbi. Foi o último compromisso da equipe dirigida por Pia Sundhage em 2020.

O confronto encerrou uma temporada bem diferente da prevista. Afinal, a expectativa era pela disputa da Olimpíada, mas o adiamento do evento em função da pandemia do coronavírus levou a técnica Pia Sundhage a aproveitar o ano para realização de testes visando a definição do grupo para os Jogos de Tóquio, que serão em 2021.

A goleada foi a maior da seleção sob o comando da treinadora sueca, que assumiu a equipe logo após o Mundial de 2019. Desde então, são 13 jogos, com 8 vitórias, 4 empates e 1 derrota, além de 40 gols marcados e 5 sofridos.

A seleção já havia enfrentado o Equador na sexta-feira passada, quando aplicou 6 a 0 na Neo Química Arena. E em relação a aquele confronto, Pia colocou um time com duas novidades de início: Jucinara e Ana Vitória.

A treinadora, que já havia utilizado 46 jogadoras à frente da seleção, ampliou as suas observações nesta terça ao dar sua primeira chance a Ana Vitória, a única novata que foi titular, Julia Bianchi, que entrou durante o primeiro tempo e fez um gol, Camilinha e Giovana.

O Brasil teve um início avassalador no jogo, colecionando chances e gols. Debinha, que havia perdido uma logo no lance inicial, marcou ainda no primeiro minuto, de letra, após bela jogada individual e cruzamento de Ludmila. Um lindo início da atacante, que em Itaquera havia marcado três gols e dado uma assistência.

E não ficou nisso. O bombardeio do Brasil era resultado da troca de passes rápidos, envolvendo a defesa equatoriana. E teve finalizações de Andressa Alves e Rafaelle, defendidas por Morán, e outra de Formiga, até o segundo gol, de Luana, aos 15, em chute colocado. Logo depois, Andressa Alves, aos 17, marcou o terceiro.

Mas além de tocar bem a bola, o Brasil era muito superior em lances pelo alto. Teve chance com Erika e marcou assim aos 20, com Rafaelle, de cabeça, depois de cobrança de escanteio de Luana, que logo depois foi substituída, para a entrada de Julia Bianchi, destaque do Kindermann e estreante pela seleção.

A seleção não diminuiu o ritmo nem com o placar de 4 a 0 ou a mudança por lesão. Aniversariante do dia, Ludmila perdeu duas chances antes do intervalo. Não saiu com ela, mas o Brasil ainda marcou mais duas vezes no primeiro tempo. Aos 41 minutos, com Rafaelle, de casquinha, após levantamento de Debinha, e aos 46, com Andressa Alves, completando jogada iniciada por roubada de bola de Ludmila.

Com o placar dilatado, Pia fez quatro trocas no Brasil no intervalo, com as entradas de Camilinha, Tamires, Giovana e Letícia. O domínio continuou sendo da seleção, ainda que com um volume de jogo que nada lembrou o massacre do primeiro tempo. Ainda assim, as chances de gol surgiram, em tentativas de Giovana e Julia Bianchi.

E foi a estreante que marcou o sétimo. Chú cruzou à meia-altura e Julia Bianchi, de joelho, emendou para as redes, aos 25 minutos. Já o oitavo veio em uma jogada de corintianas. Aos 34, Tamires cobrou falta e Erika cabeceou para as redes. E ainda dava para ter feito mais, tanto que a seleção perdeu várias chances no fim. E o placar ficou nos 8 a 0.

O Brasil enfrentou o Equador com: Barbara (Lelê); Bruno Benites (Camilinha), Erika, Rafaelle e Jucinara (Tamires); Luana (Julia Bianchi), Formiga, Ana Vitória (Chú) e Andressa Alves (Adriana); Debinha e Ludmila (Giovana).