Qual é o tamanho do Atletiba? O principal clássico do estado sempre movimenta Curitiba antes e depois de Athletico e Coritiba se enfrentarem. Isso é indiscutível. Mas e nacionalmente, como o confronto é visto? Em um levantamento recente feito pelo O Globo, o Atletiba foi colocado entre os 16 maiores clássicos do Brasil, mas não chega ao top-10, nem por momento das equipes e nem por tradição.
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Em cima disso, a Banda B foi ouvir especialistas, tanto de Curitiba, do Paraná e do Brasil, clubes e Federação (que você pode ver na segunda parte do material, clicando aqui) para tentar entender como o duelo é visto e o que falta para ele atrair tantos olhares, assim como acontecem com um Grenal e Atlético-MG x Cruzeiro, por exemplo. O tema chegou até a ser assunto de um debate na rádio Banda B, com os comentaristas Cristian Toledo, Kako Mazanek e Ricardo Brejinski e o narrador Marcelo Ortiz.
É claro que alguns pontos precisam ser levados em consideração, como o fato de Furacão e Coxa não estarem constantemente brigando por títulos nacionais e internacionais, além de que, historicamente, clubes de São Paulo e Rio de Janeiro sempre foram mais transmitidos, chegando a mais pessoas no país inteiro, os deixando maiores e mais populares.
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“A rivalidade é muito intensa e está entre os dez maiores clássicos do Brasil, sem dúvida. A mais intensa é Grenal, seguido de Fla x Flu e de Corinthians x Palmeiras. Mas, no meu critério, que é mais subjetivo do que objetivo, vai além de conquistas e tamanho de torcida. É a rivalidade e o Atletiba é de parar cidade. E tem uma questão também do eixo do mal, que é um certo exagero, mas muitas vezes aqui em São Paulo não se dá muita bola para os outros estados, se olha apenas para o próprio umbigo, assim como no Rio de Janeiro”, afirmou Mauro Beting, comentarista dos canais SBT, TNT Sports, X Sports e BandNews.
Clássico é restrito à capital
Até em cima do que foi dito anteriormente, o fato de o Atletiba ser uma potência local, mas sem sequer sair das divisas de Curitiba e Região Metropolitana, acaba fazendo o duelo perder força. Inclusive dentro do próprio estado, onde o interior acaba torcendo para times de outras localidades.
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“Isso tem muito a ver com a colonização. Aqui no norte do Paraná os clubes paulistas são quase que daqui da região. No oeste temos os gaúchos e assim vai. Penso que poucos títulos nacionais e, obviamente, paulistas, cariocas, mineiro e gaúchos carregam com eles esse quesito de serem muito bairristas também. Os paranaenses não tem muito disso. Aqui no norte, Athletico e Coritiba não despertam a atenção dos torcedores, que acompanham, primeiro, os clubes paulistas e depois os times da cidade“, apontou Ademir Zago, comentarista da Jovem Pan News de Londrina.
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Opinião que é corroborada quase que de forma unânime e que pode ser o mais relevante para a intensidade do duelo não ser considerada em outras regiões do país.
“O Atletiba tem um tamanho imensurável para quem é de Curitiba, para os seus torcedores. A questão de visibilização nacional passa por uma série de fatores, que não considero relevantes. Sempre que existir um Atletiba haverá uma comoção local, e isso é o mais relevante, que é o que mais mexe com as pessoas“, disse Paulo César Vasconcellos, comentarista do canal Sportv.
“Em termos de torcida, o Atletiba leva mais gente do que vários clássicos do Rio, inclusive. Mas temos o problema estadual, que não é um clássico que tenha apelo dentro do próprio Paraná, já que a região norte opta pelos times de São Paulo e a região oeste escolheu os times gaúchos por conta da colonização”, apontou Felipe Dalke, comentarista da Jovem Pan News de Curitiba.
+ Com equilíbrio histórico, o que falta aos clubes para potencializar o Atletiba?
“O nosso clássico é regional, não é estadual. Nosso clássico é Curitiba e Região Metropolitana. Se você vai para o litoral paranaense, o futebol carioca tem mais torcida do que os nossos clubes da capital. A gente não defende, não tem a defesa que os gaúchos têm, por exemplo, ao dizer que o maior clássico é o Grenal. Nós não temos o peito de dizer: ‘o nosso maior clássico é o Atletiba'”, afirmou o narrador da Banda B, Marcelo Ortiz.
Existe espaço para um crescimento do Atletiba?
Mas, afinal, como Athletico e Coritiba podem mudar essa visão de fora e, mesmo sem terem torcedores em outros locais, se firmar como uma grande marca nacional? A resposta não é tão simples, mas leva a tendências. A principal é a disputa por títulos.
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“Qualquer ação de marketing, imagem, projeção, precisa de investimentos. Mas antes disso, é preciso estudo, gente preparada e com coragem para chutar portas, como fez o Athletico desde 1995, o próprio Coritiba, que teve seus momentos, e o Paraná Clube, que foi muito inovador no seu começo. Mas é preciso projetar onde se pode crescer. Tem muito paranaense em outros estados e tem que aproveitar essa forte presença. Até mesmo em São Paulo. E, claro, ter grandes times, grandes jogadores. Para isso, é preciso investir, não só em medalhões, mas na base“, reforçou Mauro Beting.
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“A relevância vai passar sempre pela maior visibilidade que tiverem. O Furacão se solidificou como time de Série A, com títulos de Sul-Americana, Copa do Brasil, finais de Libertadores. Já o Coritiba se mostrou um clube mais instável. A partir do momento em que o Coxa se solidificar na Série A, isso vai mudar na avaliação de quem não tem um envolvimento emocional”, completou Paulo César Vasconcellos.
“Acho que tem até mais peso do que vários clássicos do eixo, pra ser sincero. Mas as outras equipes geralmente estão tendo possibilidades de disputar esses clássicos em situações mais favoráveis, brigando por títulos. Quanto melhor os resultados da dupla Atletiba a nível nacional, mais vai crescer o interesse”, acrescentou Dalke.

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