Dorival Júnior, Eduardo Barroca e Allan Aal falaram sobre a ausência de público nos estádios. (Geraldo Bubniak/AGB)

Com o futebol paralisado há mais de dois meses por conta da pandemia da Covid-19, ainda não tem uma data exata para o retorno dos jogos pelo Brasil. No entanto, a tendência é que a volta seja com portões fechados, assim como acontece na Europa. Confira abaixo a opinião dos técnicos Dorival Júnior, do Athletico, Eduardo Barroca, do Coritiba, e Allan Aal, do Paraná, sobre a ausência de público nas partidas.

Dorival Júnior – técnico do Athletico

Para Dorival Júnior, algumas equipes terão um impacto maior com a ausência da torcida. “A partir da primeira partida você vai ter uma nova postura e aprender a viver em uma situação como essa. Algumas equipes terão um impacto pouco maior, mas teremos que aprender a conviver com um fato como esse. Precisamos trabalhar rápido para que seja uma situação favorável dentro e fora de casa”, disse.

“Não teremos a torcida ao lado e não sei se isso deve ser estender até o final deste ano. É natural que os jogos mudarão neste contexto. Quem conseguir tirar um proveito desta situação, tem um caminho mais claro na sua frente. Espero que em um primeiro momento encontremos uma reestruturação e equilíbrio para a nossa equipe”, complementou.

Eduardo Barroca – técnico do Coritiba

O técnico Eduardo Barroca destacou que a torcida vinha sendo importante para o crescimento do Coritiba nas últimas rodadas, mas lembrou que terá uma comunicação melhor com os jogadores em campo. “Eu vejo de duas formas. A primeira é de forma negativa principalmente pelos jogos em casa. A torcida teve uma participação muito grande nos jogos em casa e tinha uma expectativa muito grande de aumentar a relação dos jogadores com o que o torcedor no estádio. A gente espera trabalhar em um padrão de excelência alto e o torcedor, mesmo não estando no estádio, sinta orgulho da equipe. O segundo ponto é que a ação do treinador em estádio vazio é mais efetiva. Eu, como treinador, tenho me preparado muito para caso isso aconteça e a gente tenha uma efetividade grande na comunicação”, comentou.

Allan Aal – técnico do Paraná

O técnico Allan Aal também ressaltou como a torcida paranista vinha sendo importante antes da paralisação e falou que os jogadores terão que continuar jogando para os torcedores. “Vinha fazendo uma reflexão sobre isso há alguns dias. É um fator que vamos ter que trabalhar muito e falo isso porque nossa torcida apaixonada e, em muitos jogos, fez a diferença ao nosso favor. Venho conversando com os atletas e temos que ter uma força mental muito grande. Dando o exemplo da Série B do ano passado, a nossa torcida sempre incentivou e raras vezes um jogador passou por essa situação”, ressaltou.

“Vai ser uma constante pelo menos neste início e temos que ter uma preparação muito grande. Isso é uma coisa que a gente vem conversando e falei para eles que vai acabar mostrando o lado profissional nosso para que tenha foco e concentração nos jogos. O torcedor pode não estar presente, mas a gente joga para ele e veste a camisa por ele. Temos que ter essa responsabilidade e vocês [da imprensa] vão ser o nosso elo com o torcedor. Jogar contra o Botafogo com 40, 50 mil pessoas apoiando é diferente não tem essa questão emocional à flor da pele. São situações que vamos ter que nos adaptar. Essa questão de adaptação cabe a nós e as equipes que se adaptarem vão ter uma vantagem”, acrescentou.