Marcelo Caranhato, treinador do FC Cascavel. (Divulgação/FC Cascavel)

O FC Cascavel está isolado em seu centro de treinamento desde o começo de mês de olho na disputa das quartas de final do Campeonato Paranaense. Em entrevista à Banda B, o técnico Marcelo Caranhato admitiu que a indefinição do retorno do estadual dificulta o trabalho.

“Nós voltamos as atividades no dia 02 de junho, fizemos as testagens em todos os atletas e entramos em regime de concentração. Naquele momento, a gente tinha uma ideia que o campeonato retornasse rapidamente e foi fazendo uma manutenção em relação a carga de treinamentos. Dificulta muito trabalhar sem uma data de jogo e ainda tem uma indefinição muito grande não apenas no futebol paranaense, mas em todo o futebol brasileiro”, declarou o treinador.

Durante a primeira fase, o FC Cascavel terminou em segundo lugar, com 23 pontos, e só ficou atrás do Coritiba. Com mais de três meses de paralisação, o treinador acredita que é difícil voltar com a “mesma dinâmica” de jogo. “Não vamos voltar com a mesma dinâmica da primeira fase. Outra situação que acaba prejudicando é jogar sem público e o sentido do futebol é jogar para o público. É uma série de coisas que acaba afetando o desempenho dos clubes e tenho certeza que a ideia é terminar da melhor maneira possível”, disse.

“90 dias de paralisação e isso acaba prejudicando muito. A equipe vinha evoluindo jogo a jogo e tinha certeza que brigaria pelo título naquele momento. A partir da paralisação, o maior desafio é mobilizar os atletas e conseguir a atenção deles no retorno dos treinamentos para resgatar o futebol que a gente vinha jogando. Outra questão é a ausência de público que vai ser complicado, mas esperamos coroar a boa campanha da primeira fase”, acrescentou.

Nas quartas de final, o FC Cascavel vai enfrentar o Rio Branco, que demitiu o técnico Tcheco logo após a paralisação do estadual e terá diversas ausências no mata-mata. Com a indefinição do elenco do adversário, Caranhato ressaltou a dificuldade em analisar o time de Paranaguá, mas citou a importância de avançar para a semifinal.

“A gente busca informação semanal em relação ao adversário. A princípio, eles teriam 18, 19 inscritos e mudaram a comissão técnica. Tem muita coisa envolvida na partida, como a Copa do Brasil, que pode ser a solução para as finanças dos clubes do interior. Ainda tem um mata-mata que é diferente dos pontos corridos e pode resolver a classificação em 90 minutos. A gente vem monitorando, tem algumas desencontradas em relação a jogadores e quando vão voltar aos treinos”, disse o treinador.