(Geraldo Bubniak /AGB)

Sem uma previsão de retorno das atividades, os árbitros paranaenses têm buscado manter não apenas a forma física, mas também a preparação tática durante a pandemia. O presidente da Associação Profissional dos Árbitros de Futebol do Paraná (APAFPR), Eli Marini, conversou com o programa Meio-dia Esportivo e contou que os profissionais têm assistido a vídeo-aulas, ministradas pela Comissão de Arbitragem, que abordam situações corriqueiras dentro das quatro linhas.

“Cada árbitro tem se preparado individualmente, em casa, para manter o condicionamento físico. Nessas vídeo-aulas, temos simulado situações de impedimentos, faltas, e tudo que envolve um jogo de futebol. Tem sido um estudo produtivo, não apenas para os árbitros do campeonato paranaense, mas para todos aqueles que estão credenciados na APAFPR, cerca de 250 pessoas”, explicou à reportagem.

Marini também falou sobre o impacto financeiro para a categoria, que recebe por jogo trabalhado. “Não há como ser um árbitro profissional no Brasil. Todos têm uma profissão paralela. Cerca de 20 a 50% da renda dos árbitros vem dessas partidas”, afirmou.

Sobre as cinco substituições, que serão realizadas assim que os torneios retornarem, o presidente da associação se diz a favor da medida da Fifa. “Talvez o jogo fique mais veloz, então a arbitragem precisará se deslocar um pouco mais. Mas acredito que as cinco substituições vão ajudar o futebol após o fim da pandemia”, completou.