Maringá e Azuriz se enfrentam nas duas partidas da final (Divulgação/Maringá FC)

Na última quarta-feira (25), o Maringá venceu a equipe do Araucária pelo placar de 3 a 0 e garantiu a sua vaga na divisão de ouro do estadual. No mesmo dia, o Azuriz enfrentou a equipe do Apucarana, no empate sem gols, ganhou a vaga na disputa de pênaltis, por 8 a 7, e uma atuação heroica do goleiro Dida, e está classificado ao acesso do Campeonato Paranaense.

A Banda B realizou uma série de entrevistas exclusivas com os comandantes e dirigentes das equipes, para mostrar como as campanhas vitoriosas foram criadas e as perspectivas para a finalíssima e para o próximo ano na série A do Paranaense.

Conhecido por ter defendido a camisa do trio de ferro, Reginaldo Vital, técnico da equipe de Pato Branco espera conseguir mais um título estadual, desta vez com um gostinho de ineditismo pelo Azuriz. “Eu acho que é muito importante a gente coroar o trabalho com o título, eu já sou bi campeão desta competição pelo PSTC em 2015 e 2019. Ganhar mais um título por uma equipe diferente, que quer crescer, que pensa grande, como é o Azuriz a gente fica contente, por isso vamos lutar até o final”, declarou o treinador.

Em Maringá, as expectativas são as melhores, com uma campanha invicta, são 11 jogos, 9 vitórias e dois empates durante a segundona do Paranaense. Jorge Castilho, técnico que assumiu o clube nas últimas três rodadas, vai comandar a equipe para a finalíssima e concorda que os números não mentem e o favoritismo é da equipe maringaense.

“Esse foi o meu primeiro acesso e agora vamos em busca do primeiro título como técnico profissional. Os números não mentem, por eles somos os favoritos, respeitando a equipe adversária, mas as expectativas são as melhores, confio no elenco e no trabalho da comissão técnica e nós vamos em busca do título”, afirmou o técnico.

Campanhas distintas, acesso garantido

Apesar dos números diferentes, as duas equipes conseguiram conquistar umas das situações mais importantes na segunda divisão do Campeonato Paranaense, o acesso a primeirona. Com dez anos de história, o Maringá lidou com a situação da Covid-19, paralisação do futebol e desmanche de elenco com uma pré-temporada adiantada.

João Vitor Mazzer, presidente do Maringá Futebol Clube destacou o trabalho feito em 2020. “Foi um ano de muitos obstáculos. Antes da pandemia nós fizemos a maior temporada da competição de quase 50 dias, e veio a pandemia, em um primeiro momento mandamos os atletas para casa, achando que ia retornar logo, mantendo todos. Mas depois, desmanchamos todo o elenco e comissão e tivemos que praticamente parar o projeto e por dois meses sequer saber se iria ter campeonato. Assim que os jogos foram marcados, contratamos atletas novos e tivemos uma formação feliz e focamos nesse acesso para a primeira divisão”, contou João.

Já o presidente do Azuriz, Pedro Weber falou que o elenco foi montado com uma mescla de experiência e jovens jogadores e que deu muito certo, mesmo com um início não tão promissor com algumas derrapadas. “Realmente foi um ano bem diferente, essa pandemia afetou bastante o futebol com um todo, e a nossa competição ficou bem curta. Mas a partir da parada para a pandemia, ao invés de parar totalmente nós começamos a nos planejar e tentar entender como seria o campeonato. Não imaginávamos chegar tão cedo a primeira divisão, tínhamos um planejamento de chegar de três a cinco anos e conquistamos isso em dois, agora é se manter na primeira divisão”, falou o presidente da equipe de Pato Branco.

O primeiro jogo da final do Campeonato Paranaense da 2ª divisão acontece neste domingo (28) às 15h30 no Estádio Municipal Os Pioneiros, em Pato Branco, onde o Azuriz está mandando os seus jogos.   segunda e decisiva partida será na quarta-feira (2), também às 15h30, no Estádio Regional Willie Davids, em Maringá.