Tcheco. (Geraldo Bubniak/AGB)

O ex-meia Tcheco possui uma rica história no futebol paranaense. Revelado pelo Paraná, ainda na década de 1990 pelo futsal do clube, o hoje treinador tem no currículo os títulos paranistas de tetra e pentacampeão estadual, em 1996 e 1997, e ainda fez parte da comissão técnica que levou o Tricolor à Série A, após dez anos na segunda divisão. Pelo Coritiba, Tcheco disputou uma Libertadores e ergueu três títulos paranaense, além de ter se aposentado no Alto da Glória. Em entrevista à Banda B, o ídolo da dupla Paratiba revela ter um carinho ‘imenso’ pelos dois clubes da capital.

“Eu tenho uma história muito enraizada no Paraná. São 14 anos lá dentro, se contar toda a época de formação de atleta, ainda no futsal. Fiz parte do elenco que foi tetra e pentacampeão, acredito que na melhor fase da história do Paraná, então eu tenho uma grande relação afetiva. Sem contar que, em 2017, eu voltei à Vila Capanema como auxiliar técnico do Matheus Costa e conseguimos recolocar o clube na primeira divisão após dez anos”, relembra Tcheco.

Pelo Coritiba, Tcheco teve frutíferas passagens, entre 2002 e 2003, e nas últimas três temporadas da carreira, entre os anos de 2010 e 2012. Ao todo, o meia disputou 157 partidas pelo alviverde, marcou 27 gols e acumulou três títulos paranaenses e uma Série B de 2010. “O Coritiba foi um capítulo muito especial da minha carreira, pois foi o clube que abriu as portas do futebol nacional para mim. Fui campeão, criei laços com a instituição e, de lá, saí para o ‘mundo árabe'”, afirma.

Nesta temporada, Tcheco já como técnico comandou a equipe do Rio Branco e conseguiu uma inédita classificação para a Série D do Brasileiro, mas foi dispensado pela diretoria do Leão durante a pandemia, que impactou as finanças do centenário clube do Litoral do estado.

“Mesmo com todos os problemas, o projeto deu certo. A primeira fase do estadual pelo Rio Branco foi muito boa, o clube nunca tinha se classificado para uma Série D, então esse foi um grande legado para o ano que vem, com um calendário mais digno para o Rio Branco. Infelizmente, a pandemia obrigou a diretoria a dispensar jogadores e a comissão técnica, pois os poucos patrocínios são prioritariamente usados para honrar despesas como comida, luz e viagens”, lamentou o Tcheco.

Sem clube, o treinador agora espera o fim da pandemia do coronavírus para ingressar em um novo clube de futebol. “Ainda não recebi propostas porque essa paralisação pegou todos de surpresa. Todo mundo imaginava que os jogos voltariam em quinze dias e nós estamos parados há três meses já. Mas é óbvio que sondagens já existiram, mas nada concreto neste momento. Estou com uma parceria com a Lipatin Sports, na abordagem com os clubes, e, quando voltar o futebol, espero que surjam as oportunidades”, completa.