O árbitro Elço dos Santos Ribeiro foi agredido por jogadores do Bera Linha durante a semifinal da Série B da Copa Curitiba de Futebol Amador contra o Viracopos, do Butiatuvinha. O caso aconteceu ainda aos 32 minutos do primeiro tempo, quando a arbitragem expulsou o lateral-direito Everson por reclamação.

Depois do cartão vermelho, os jogadores do Bera Linha cercaram Ribeiro e chegaram até o agredir. A situação só se acalmou quando o árbitro correu em direção ao vestiário e fechou a porta. A partida foi encerrada e o assunto agora será julgado pelo departamento jurídico da competição.

Segundo Marcelo Kloss, organizador do torneio, o próprio clube repudiou as agressões e prometeu não disputar mais a competição em 2020 em respeito aos adversários. “O caso vai ser julgado e a própria equipe mostrou seu repúdio que eles têm em relação aos seus atletas. Eles são contra essa situação que ocorreu e nada justifica a ação dos atletas. Os jogadores serão punidos e o trabalho do clube não deveria ser punido por um, dois atletas. A partida foi encerrada, porque o árbitro é intocável. Tocou no árbitro, ele não tem mais condições psicológicas. Não questionaram de maneira alguma e me reportaram sobre uma reunião para não disputar mais, caso permaneçam na competição. Não querem disputar o terceiro lugar, caso sigam, por respeito as demais equipes”, declarou.

Kloss ainda destacou que a organização está amparando o árbitro. “Nós estamos tomando todas as providências possíveis. A organização tem um jurídico para atender todas as necessidades. O advogado estava presente acompanhando a partida. Nós temos um regulamento rígido com mais de 30 páginas e não passamos a mão na cabeça de ninguém. Orientamos a arbitragem tomar todas as providências civis e eles já foram na delegacia para fazer corpo de delito. Estamos acompanhando que nosso jurídico o atenda da melhor maneira possível e verificamos se precisa de algum medicamento. Ele diz que está trabalhando, mas com dores”, acrescentou.

Possíveis punições

O caso irá para julgamento da MK, empresa que organiza o torneio. O clube pode ser suspenso das competições por dois anos e os jogadores podem até ser banidos.  “O regulamento permite que o jogador seja banido de todas as competições da MK e os demais pegarem dois anos. A equipe pode ser penalizada com multa e ficar dois anos sem participar das competições. A equipe já tinha conseguido o acesso para a Série A, mas se for punido, volta na Série C. O trabalho de anos perder por causa de um ou dois atletas é possível”, explicou Kloss.