(STJD)

Sem uma data precisa de quando a bola voltará a rolar nos gramados pelo Brasil, federações e clubes já estudam a possibilidade de alterar a fórmula dos estaduais para se encaixar ao novo calendário. O procurador-geral do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Felipe Bevilacqua, acredita que pode ter uma série de recursos no Tribunal se as competições não forem finalizadas.

“Uma pergunta absolutamente sem resposta. Na visão do STJD, é se preparar após esse momento extraordinário que o mundo está passando e vai passar. É entender quando terminar essa situação se os estaduais vão continuar ou não, se o Brasileirão vai ser remodelado e se isso pode. Sabemos que os clubes e as federações não se entendem há anos e terá prejudicados. Os prejudicados se tratando, obviamente se tratando uma questão nacional, inclusive os estaduais, vão terminar no STJD. É muito importante que ao final desta situação excepcional, diante de uma visão nebulosa de hoje, que comecemos a fazer uma reflexão da importância da justiça desportiva e como devemos agir”, afirmou o procurador-geral

Bevilacqua ainda afirmou que pode ser o início de uma nova era do futebol com a união entre clubes e federações. “O mais importante disso é que tudo seja resolvido com muita união, parcimônia e bom senso. Se tudo for resolvido desta forma e com uma enorme mudança dos dirigentes, vai ser uma vitória para o futebol brasileiro e, talvez, estejamos ditando uma nova era no futebol”, disse.

A única certeza no futebol brasileiro é que os clubes decidiram dar 20 dias de férias coletivas entre 1º e 20 de abril para todos os seus funcionários. Em relação aos salários, cada equipe decidirá individualmente sobre suas pendências.