Marcelo Oliveira é o novo técnico da Ponte Preta (Divulgação/Coritiba)

Em menos de 24 horas, a diretoria da Ponte Preta causou duas surpresas para a sua torcida. Na sexta-feira demitiu o técnico João Brigatti, com bom retrospecto, e neste sábado confirmou o acerto com um novo técnico. É o mineiro Marcelo Oliveira, de 65 anos, bicampeão brasileiro pelo Cruzeiro. A oficialização aconteceu neste sábado à tarde.

Em Campinas, o treinador vai reencontrar com o preparador físico Juvenilson Souza e com o coordenador técnico Fabinho Moreno, com quem trabalhou no Cruzeiro e no Fluminense, respectivamente.

Marcelo Oliveira vai acompanhar o dérbi da próxima terça-feira, contra o Guarani, no Estádio Moisés Lucarelli, mas a Ponte Preta será novamente comandada interinamente por Fabinho Moreno, assim como neste sábado, diante do Juventude.

O novo técnico não trabalha desde novembro de 2018, quando deixou o Fluminense. E esta ausência longe do futebol parece ter dado a ele muita motivação. “Estou muito orgulhoso e muito feliz de dirigir a Ponte Preta, uma equipe com uma história maravilhosa, uma camisa de tradição. Chego muito motivado para, junto com o elenco, conquistarmos o grande objetivo do time nesta temporada, o acesso à Série A”, disse o treinador.

A demissão de João Brigatti surpreendeu porque na próxima terça-feira vai acontecer o dérbi contra o Guarani e o time não vai ter um técnico efetivo. Sem contar os bons resultados de Brigatti, como livrar o time do rebaixamento no Campeonato Paulista, chegar à quarta fase da Copa do Brasil e deixar o cargo com o time dentro do G4 da Série B.

Carreira

Revelado no Atlético-MG no início dos anos 70, Marcelo Oliveira atuava como meia e chegou a ser convocado para a seleção brasileira. Atuou no Atlético praticamente durante toda sua carreira. Depois passou pelo Botafogo e em final de carreira defendeu a Inter de Limeira.

Marcelo Oliveira iniciou a carreira de treinador no CRB em 2007 e passou por Atlético-MG, Ipatinga e Paraná antes de chegar ao Coritiba, onde ganhou projeção nacional ao ser duas vezes vice-campeão da Copa do Brasil (2011 e 2012).

Depois teve uma rápida passagem pelo Vasco até assumir o Cruzeiro. Foram três anos e três títulos (bicampeão brasileiro e campeão mineiro), além de um vice da Copa do Brasil.

Na sequência foi para o Palmeiras, onde foi campeão da Copa do Brasil em 2015. Este, inclusive, foi seu último grande trabalho, apesar de no ano seguinte ter sido vice da competição pelo Atlético-MG. Depois, teve passagens apagadas por Coritiba e Fluminense