Monitor do árbitro de vídeo na Arena da Baixada. (Geraldo Bubniak/AGB)

Pelo menos doze clubes da Série A do futebol brasileiro serão ‘gravemente’ impactados financeiramente pela paralisação nas atividades durante a quarentena no país. A queda na arrecadação com patrocínios e vendas de jogadores deverão ser os maiores problemas de equipes que já vivem problemas financeiros ou que retornarão nesta temporada à elite, como é o caso do Coritiba.

Essa é a análise do diretor executivo do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (IBOPE), José Colagrossi, que conversou com a Banda B durante o programa Meio-dia Esportivo nesta terça-feira (24). O coordenador admitiu que, sem um prazo de retorno das atividades esportivas, ainda é cedo para medir o impacto do coronavírus no futebol nacional.

“Existem mais perguntas que respostas nesse momento, pois não sabemos a extensão dessa paralisação e nada indica que terminará a curto prazo”, afirmou o diretor. “A principal receita dos clubes vem dos direitos de transmissão de jogos, o que não deve ser impactado com a paralisação. Mas a segunda fonte de renda são os patrocínios e, aí sim, podemos ter problemas nos orçamentos dos clubes”.

Colagrossi citou o caso do Azeite Royal, que interrempeu os contratos com quatro grandes times do Rio de Janeiro após a paralisação.

José Colagrossi, diretor executivo do IBOPE, em entrevista à Banda B: “Já temos exemplo do Azeite Royal com os quatro clubes do Rio de Janeiro. “Essa é a uma receita perdida e tem um impacto grande, principalmente para Vasco, Fluminense e Botafogo”.

Outras rendas

As vendas de ingressos e de jogadores ao exterior também foram abordadas pelo diretor do IBOPE. “No caso das bilheterias, de algum modo esse dinheiro vai entrar quando voltarem os campeonatos. Já na venda de jogadores temos um problema. Essa é uma questão crucial no orçamento de vários clubes formadores e, com o futebol parado, não há apresentação de atletas e, consequentemente, não há o interesse pela compra”, afirmou Colagrossi.

Protagonismo

O diretor do IBOPE também disse que, em tempos de crise, os clubes de futebol devem usar sua influência sob o torcedor para tentar auxiliar na crise e conscientizar a população. “Quanto mais demorada for a paralisação, mais tempo os clubes brasileiros precisarão se recompor financeiramente. Então é dever de cada um, a partir de sua comunicação direta com os torcedores, promover uma conscientização acerca do tema”, completou.