(Estadão Conteúdo)

As inúmeras incertezas sobre o retorno das atividades no futebol paranaense e nacional fazem com que a discussão sobre a redução salarial de jogadores seja precipitada neste momento. É o que afirma o presidente do Sindicato dos Atletas Profissionais de Futebol no Estado do Paraná, Nivaldo Carneiro. O representante prega mais diálogo entre os clubes e os representantes trabalhistas da categoria.

Carneiro conversou com a Rádio Banda B nesta terça-feira (24), durante o programa Meio-dia Esportivo, e explicou a posição do sindicato após a  nova proposta dos clubes brasileiros para amenizar a crise econômica que certamente aplacará o futebol brasileiro. Entre as medidas, constam a concessão imediata de férias coletivas (30 dias), além de outros 10 dias de descanso no fim de 2020 e a redução salarial de 25% dos vencimentos de cada atleta.

Proposta

A proposta foi desenhada após uma conferência entre 46 dos principais clubes brasileiros. “Sobre os pagamentos, nós ainda não temos uma definição exata do que acontecerá, porque os times ainda aguardam uma previsão de quanto tempo durará a paralisação”, explica Nivaldo Carneiro. “Cada instituição continuará recebendo os contratos de televisão, então eu acho que é muito cedo para falarmos em redução de salários”, afirma.

Diálogo

O presidente da categoria também salienta que as férias coletivas podem se colocadas em pauta, mas que uma diminuição dos rendimentos e a rescisão contratual podem ter sérias consequências aos clubes. “Podem ser cogitadas as férias coletivas, mas acredito que uma redução nos salários ainda não deveria entrar em pauta”Já aquelas agremiações que já rescindiram o contrato e demitiram atletas, essas vão ter de arcar na Justiça se deixaram de cumprir algo na legislação”, rebate Carneiro.

O representante também defende um maior diálogo entre federações e a CBF, órgão máximo do futebol brasileiro. “Para que o esporte em todo o país não seja ainda mais prejudicado, o esforço terá de acontecer de todos os lados, com clubes, federações, CBF… Estamos enfrentando algo atípico, um inimigo oculto. 2020 é um ano muito diferente, então precisamos ter isso mente”, finaliza.