(Rosiron Rodrigues/Goiás)

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O empate em 2 a 2 neste domingo (20) do Goiás diante da Chapecoense não foi bem digerido pelo clube esmeraldino.

residente do conselho deliberativo e um dos principais cartolas da agremiação, Hailé Pinheiro reclamou da arbitragem sugerindo que a equipe de Chapecó tenha sido beneficiada por conta da queda do avião de 2016, que vitimou fatalmente 71 pessoas, incluindo jogadores, membros de comissão técnica e dirigentes.

“Ajudar o Corinthians, vá lá, é o Corinthians. Mas ajudar a Chapecoense, que está caindo pelas tabelas? Se o avião deles caiu, não somos culpados. Não temos nada com isso. Tem que acertar é com quem derrubou o avião. Não fomos nós, não. Estou muito revoltado com isso”, disse Pinheiro, em entrevista concedida à Rádio Bandeirantes.

“Temos que abrir a boca no trombone, mostrar para a imprensa, protestar. Nós sozinhos não aguentamos, não”, acrescentou.

O Goiás, por meio de jogadores, técnico e dirigentes, tem reclamado da arbitragem do Brasileiro, principalmente nas últimas duas rodadas. Em ambos os empates em 2 a 2, contra a Chape e o Corinthians na quarta-feira passada (16), o time esmeraldino entendeu terem sido marcados a favor dos adversários pênaltis inexistentes, que devidamente convertidos impediram vitórias da equipe de Ney Franco.

Cabe lembrar que Pinheiro já havia proferido fala polêmica há cerca de dois meses, na ocasião da contratação de Alan Ruschel, emprestado justamente pela Chape e um dos sobreviventes do acidente aéreo de 2016. Questionado sobre o reforço esmeraldino, o presidente do conselho afirmou que “só se acontecer um milagre [para ele render bem em Goiânia], acho muito difícil jogar aqui”.

Aos 83 anos de idade, o dirigente é das figuras mais tradicionais do Goiás. Ele é dirigente do clube há mais de meio século e dá nome ao estádio da Serrinha, em Goiânia, formalmente registrado como estádio Hailé Pinheiro, onde a equipe joga alternando com o Serra Dourada.