René Simões. (Arquivo/Banda B)

O ex-técnico do Coritiba e da seleção brasileira feminina de futebol, Renê Simões, diagnosticado com a covid-19 neste sábado (28), acredita que o momento de paralisação, devido ao coronavírus, é ‘inédito’ na história do futebol mundial e prega a continuidade da quarentena no Brasil.

Simões conversou com a Banda B e afirma que viveu um momento de incerteza semelhante no início da década de 1990, quando foi treinador no Qatar. “Vivi algo parecido, no termo do desconhecido, durante a Guerra do Golfo. Estávamos no Qatar e, quando as forças aliadas invadiram o Iraque, nós tínhamos esse mesmo sentimento de não saber o que aconteceria. Iriam incendiar as casas? Desligar os telefones? Nós não sabíamos”, relembra o técnico campeão da Série B em 2007, com o Coritiba.

Campeão com o Coritiba na Série B de 2007, Renê adverte que a população continue sem sair de casa. “Estamos em uma guerra com um inimigo que não conseguimos enxergar que pode estar em um beijo, em um aperto de mão… É o inimigo mais traiçoeiro que se pode ter”, analisa.

Renê Simões também teme pela sobrevivência dos clubes de futebol brasileiros. “No caso do esporte, já tivemos competições paradas, mas os atletas continuavam a treinar. Essa situação é inédita para nós, do mundo do futebol. A catástrofe é tão grande que é como se você soltasse uma bomba nuclear, porque vai atingir os pequenos e também os grandes clubes do Brasil e do mundo”.

Diagnóstico

“Dia 16 de março senti os sintomas do Covid-19. Fui ao hospital e me testaram. Por precaução, mesmo não sabendo o resultado, fiquei em isolamento no meu quarto. Não sai dele e tinha tudo separado para mim dentro de casa. Tudo era higienizado e ninguém entrava no quarto. Somente hoje [sexta-feira] recebi o resultado que foi positivo”, relatou Simões em suas redes sociais.

Confira a publicação de Renê Simões no Instagram: