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O atacante Mateus Cardoso Martins, mais conhecido como Tetê, é uma das grandes revelações do Grêmio no últimos anos. Em 2019, ele foi negociado com o Shakhtar Donetsk por R$ 42 milhões, sem nem ao menos ter estreado pelo tricolor gaúcho e, desde então, tem sido uma peça importante no clube ucraniano. O atleta de 20 anos, que vivia sua melhor temporada na Europa, está há mais de uma semana sem sair de casa, graças às recomendações de seu clube, que procurou proteger o elenco do surto do novo coronavírus.

Em entrevista exclusiva à Rádio Banda B, durante o programa Balanço Esportivo, Tetê trouxe detalhes da rotina no país após o Covid-19. “Está tudo fechado. Quase ninguém sai de casa. As pessoas só saem para ir ao mercado e à farmácia, mas até nisso tem controle”, revela o jogador, que tem sido um dos destaques do time no campeonato nacional e na Europa League, em que o Shakhtar derrotou o Wolfsburg na partida de ida, na Ucrânia, por 2×1.

Quarentena

Mesmo sem ter registrado muitos casos da doença (apenas 84 em todo o país), o governo ucraniano decidiu por fechar todas as fronteiras do país, assim como todos os seus aeroportos. “Ficamos chateados pela situação, porque o atleta gosta de sempre estar ativo e jogando, mas infelizmente isso aconteceu. Espero que, em duas semanas, tudo volte ao normal”.

Sem treinos há vários dias, Tetê explica que tem trabalhado em casa para manter a forma física. “Parar assim, do nada e sem prazo de volta é muito difícil, mas eu tenho feito meu trabalho. Faço exercícios e, sempre que posso, corro pelo meu condomínio”, revela.

Salários

O atacante também afirmou que, ao contrário dos clubes brasileiros, não teme que seu salário seja impactado com a paralisação dos jogos. “Aqui no Shaktar não temos essa preocupação. Sei que isso aconteceu com alguns patrocinadores no Brasil, mas aqui o clube não terá problemas”, analisou.

Ele também disse que não pensou em voltar ao Brasil, mesmo após a paralisação dos principais torneios europeus. “Não, em nenhum momento eu a minha família pensamos em voltar. Estamos bem aqui. Além disso, o clube também nos repassou que era melhor ficar em casa, até porque os aeroportos estão fechados”, completou.