Matheus Cunha marcou na vitória do Hertha Berlim. (Reprodução/Twitter)

Atacante do Hertha Berlim e da seleção brasileira olímpica, Matheus Cunha acredita que o Flamengo disputaria o título se jogasse o Campeonato Alemão. O jogador, formado nas categorias de base do Coritiba, afirmou que um time que encarou o Liverpool como a equipe rubro-negra, teria muitas chances contra o Bayern, atual heptacampeão consecutivo da competição – e com a oitava conquista encaminhada.

“Eu acompanho muito o futebol brasileiro. Ultimamente, tenho visto mais o Flamengo, pela forma que joga. Acho que é um time que poderia bater de frente com o Bayern. Deu jogo contra o Liverpool, todo mundo viu. É um clube que está enchendo os olhos”, disse em entrevista ao canal De Sola, no YouTube.

Cunha também falou sobre sua recente mudança de clube. Em janeiro, o jogador deixou o RB Leipzig, que está nas quartas de final da Liga dos Campeões da Europa e é o terceiro colocado do Campeonato Alemão, para defender o Hertha Berlim, nono colocado da competição nacional.

O atacante brasileiro explicou que viu a chance de ser titular em seu novo clube e acredita que fez uma decisão acertada. Desde que chegou ao time da capital, Matheus Cunha disputou sete partidas, marcou quatro gols e deu duas assistências.

“Eu estava muito feliz no RB Leipzig, o time disputando a Champions, brigando pelas primeiras posições no Campeonato Alemão. (…) Minha decisão foi por querer mais minutos de jogo e isso vem acontecendo no Hertha Berlim. Eu acho que é no jogo que o jogador cresce. Não adianta treinar com grandes jogadores, tem que jogar para progredir”, complementou.

Dos sete jogos que Matheus Cunha fez no Hertha Berlim, três foram após a paralisação do futebol por conta da pandemia do Coronavírus. O atacante brasileiro apontou as diferenças que tem sentido como atleta com a adoção dos protocolos de segurança no Campeonato Alemão.

“Dentro de campo, a gente fica tão concentrado, que acaba esquecendo da falta de torcida. Mas, o pré-jogo é uma atmosfera muito diferente. Quando tem torcida, tem uma recepção fora do estádio, a gente já entre no clima do jogo no aquecimento. Então faz muita falta. É tudo muito diferente, o vestiário é dividido, o grupo é dividido. A gente faz teste antes e depois do jogo. A única parte igual é o jogo em si. Todos esses protocolos deixaram o futebol bem diferente”, afirmou.